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Flávio Dino contempla mais de 90 mil servidores com reajustes salariais

A aplicação de R$ 441 milhões, em 2015, na implementação de reajustes para o funcionalismo do estado, é uma das medidas adotadas pelo governador Flávio Dino para valorizar os servidores e melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população. Em menos de quatro meses de gestão, mais de 90 mil servidores foram contemplados com a aplicação do piso nacional do magistério, a implantação da última parcela do Plano Geral de Cargos, Carreiras e Salários, o reajuste do salário mínimo e a readequação salarial dos servidores da Segurança Pública.

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Divulgação

Logo em janeiro, o governador reajustou em 13,01% o piso nacional dos profissionais da educação básica, contemplando mais de 41 mil profissionais, do Grupo Magistério da Educação Básica, com a medida. Deste total, 28.577 são servidores ativos e 12.624 inativos. O reajuste representa um impacto de mais de R$ 200 milhões no orçamento anual do estado. Além do pagamento do piso, mais de 11 mil servidores da educação ainda foram beneficiados com a progressão salarial.

O pagamento integral do piso nacional do magistério demonstra o compromisso da administração estadual com a educação, que é ferramenta direta para a mudança dos indicadores educacionais do Maranhão, importante meta do governo.

Outra área encarada como prioritária, é a Segurança Pública, que durante décadas contou com profissionais desvalorizados e com vencimentos defasados. Com a recomposição salarial de policiais militares, bombeiros, policiais civis e agentes penitenciários, concedida por meio de Medida Provisória encaminhada à Assembleia Legislativa, 17.553 membros das carreiras da Segurança Pública do Maranhão terão seus vencimentos readequados, a partir do mês maio, com índices que, acumulados até 2018, variam de 23,8% a 88%. Somente em 2015, o impacto será superior a R$ 112 mil no orçamento do estado.

“Estamos fazendo enorme esforço fiscal, cortando despesas e contratos abusivos, redirecionando recursos para garantir a valorização dos servidores porque desejamos profissionais motivados, acreditamos e vamos oferecer à nossa população serviços públicos com qualidade”, afirmou o governador Flávio Dino.

A implantação da última e maior parcela do Plano Geral de Cargos, Carreiras e Salários do Poder Executivo, beneficiou servidores efetivos com reajustes que variam entre 16% a 64%. A aplicação foi feita para 24.280 servidores, dos subgrupos de nível superior, apoio técnico, apoio administrativo, apoio operacional, e ensino de artes e cultura.

De acordo com o secretário da Gestão e Previdência, Felipe Camarão, os reajustes concedidos são prova da compreensão do governador Flávio Dino de que servidores valorizados resultam em melhorias nos serviços públicos prestados para a sociedade.  “Apesar de vivermos um momento financeiro muito difícil em todo o país, o governador e toda sua equipe está empenhada em cumprir o programa de governo que foi estabelecido, e a valorização dos servidores é uma das metas prioritárias. A recomposição salarial para milhares de trabalhadores representa reconhecimento aos relevantes serviços prestados por todos estes profissionais”, afirmou o secretário.

Reajuste do mínimo
Mais um importante reajuste concedido foi o de 8,8% no pagamento de 6.776 servidores que recebem salário mínimo, com um impacto, para 2015, de quase R$ 7 milhões.

MPMA requer afastamento do prefeito de Pedreiras

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pedreiras, requereu, em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, o afastamento do prefeito Francisco Antonio Silva, mais conhecido como “Totonho Chicote”, devido a ilegalidades em processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Pedreiras no ano de 2013.

A ação, datada de 5 de fevereiro deste ano, foi formulada pela promotora de justiça Sandra Soares de Pontes, com base no Inquérito Civil nº 03/2014, motivado por representação encaminhada pelo Movimento de Fóruns e Redes de Cidadania do Maranhão.

Na representação, feita em junho de 2014, a entidade enumera oito empresas contratadas pela Prefeitura de Pedreiras sobre as quais houve impropriedades quanto às compras, notas fiscais, registros comerciais e endereços.

DENÚNCIAS

Entre as empresas citadas na representação, chama atenção o caso da MK3 Comércio e Serviço Ltda, por meio da qual o Município de Pedreiras adquiriu 1.300 kg de peixe in natura no valor de R$ 22 por quilo, em um único dia.

Outras compras que chamam a atenção são a de 530kg de cebola, no intervalo de 14 dias, e a de de 309 kg de alho in natura, em único dia.

À empresa L de Sousa Lima Publicidade ME também foram pagos R$ 214.750,00, sendo que no endereço constante nas notas fiscais não há imóvel comercial e, sim, uma casa residencial.

De acordo com o Movimento de Fóruns e Redes de Cidadania do Maranhão, esses casos demonstram que houve desvio de recursos públicos, por meio de superfaturamento e de empresas inexistentes.

AFASTAMENTO

“A gestão do prefeito vem se caracterizando por desmandos administrativos, como atraso no pagamento dos servidores públicos, falta de pagamento dos empréstimos consignados junto às instituições financeiras, contraídos pelos servidores públicos, obras inacabadas, denúncias de desvios de recursos e/ou fraude nos procedimentos licitatórios e demora na chamada de concursados”, afirma a promotora.

Sandra Pontes relata, ainda, a existência de decretos municipais expedidos que ferem, em tese, direitos adquiridos, sem contar a constante troca de secretários municipais, indicando nepotismo e nepotismo cruzado.

“O afastamento do prefeito é necessário para a coleta de provas junto aos arquivos da Prefeitura Municipal e agências bancárias. A permanência do gestor no cargo impossibilitará a obtenção das provas e permitirá a continuidade dos atos de improbidade administrativa”, esclarece a representante do MPMA, na ação.

PEDIDOS

Além do afastamento do prefeito Francisco Antonio Silva, o Ministério Público do Maranhão também solicita que o Poder Judiciário condene o gestor à perda de sua função pública; à suspensão de seus direitos políticos, por período a ser estipulado.

Requer, ainda, a condenação do gestor ao pagamento de multa de até cem vezes o valor da remuneração recebida e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios e/ou incentivos fiscais pelo prazo de 10 anos.

Outro pedido do MPMA é a condenação à restituição, ao Município de Pedreiras, de todos os valores subtraídos ao erário público, pela não realização de serviços e/ou superfaturamento em licitações.

O município de Pedreiras fica localizado a 276 km de São Luís.

O safári de Andrea Murad

Causou curiosidade a ausência da deputada Andrea Murad (PMDB) em algumas sessões da Assembleia Legislativa durante a semana passada. Muita gente se questionou sobre os motivos da filha de Ricardo Murad não ter dado as caras no plenário da Casa. A própria deputada fez questão de relevar, sem nenhum constrangimento, a razão de ter faltado.

Na rede social, Andrea Murad postou imagem da curtição, junto com a filha, em um safári no continente africano. Alguns desatentos chegaram a pensar que ela tinha ido para o Nepal, país atingido por tremores neste final de semana. A deputada já está de volta a São Luís.

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Imagem: Gazeta da Ilha

Consórcios maranhenses firmam termo de cooperação com a Itália

representantes recebem informações sobre aterro  sanitárioMunicípios que integram seis consórcios públicos maranhenses farão troca de experiências em tecnologias em saneamento básico, com prioridade em resíduos sólidos com a Itália. A Federação Maranhense de Consórcios Intermunicipais (Femaci) firmou acordo de cooperação técnica com o consórcio italiano Bacino de Salerno 1, em visita ao país europeu.

Participaram da missão maranhense de prefeitos na Itália os representantes dos Consórcios Públicos Intermunicipais de Desenvolvimento Regional dos Lagos Maranhenses (Conlagos); dos Vales do Turi e Gurupi (Conturi); da Região dos Guarás (Conguarás); do Sul Maranhense (Condersul); do Sertão Maranhense (CIDR Sertão) e do Leste Maranhense (Conleste), além do superintendente da Femaci, Ronald Damasceno.

Em setembro deste ano, uma delegação italiana deve vir ao Maranhão para visitar as regiões dos consórcios (Conlagos, Conturi, Conguaras, Conleste, CIDR Sertão e Condersul) envolvidos no acordo. A delegação da Itália será composta pelo representante da Província de Campania (status de Governador), presidente e técnicos do Consórcio de Salerno, professores da Universidade Regional de Salerno e empresários da região.

Projeto Revime.org – Na última semana, a comitiva de prefeitos maranhenses participou de uma extensa programação na Itália do evento que apresentou resultados e planejamentos do projeto Revime.org, surgido há sete anos, com o objetivo principal de auxiliar países em desenvolvimento a trabalhar da maneira mais adequada com o tratamento e descarte do lixo, a partir de recursos aplicados pela comunidade europeia.

O projeto piloto beneficiou cidades de Cuba, República Dominicana e Haiti, onde foram criados mecanismos sobre coleta seletiva, conscientização ambiental, transferência de tecnologia e conhecimento entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. A programação também foi extensiva a outros países em desenvolvimento, para que estes apresentassem as formas como lidam com a questão atualmente.

O Brasil foi representado pela comitiva maranhense. Participaram ainda Camboja, China, Cuba, Jordânia, Nações Unidas, Paraguai, Indonésia. Já países desenvolvidos, como a Holanda, apresentaram projetos exitosos.

Durante a programação também foram realizadas visitas técnicas à usina de tratamento mecânico de rejeito em Battipaglia, Salerno, à usina anaeróbica para o tratamento do resíduo orgânico para a produção de eletricidade e composto, usina de reciclagem de papel e papelão em Pellezzano, ao aterro sanitário com usina de tratamento do chorume e produção de energia através da captação do biogás, em San Tammaro (Caserta – CE), e várias outras.

“Foi uma experiência ímpar e que nos fez ver que é possível administrar esse problema crítico que a maioria dos municípios maranhenses enfrenta, mas isso implica em investimento em tecnologia e, principalmente, em capacitação de recursos humanos”, concluiu o superintendente da Femaci, Ronald Damasceno.

“O candidato a prefeito de Ribamar sou eu”, diz Luis Fernando

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Em entrevista concedida ao blogueiro Domingos Costa, o ex-prefeito de São José Ribamar, Luis Fernando afirmou com convicção que será novamente candidato a prefeito da cidade balneária. Em resposta às especulações de que poderia disputar a prefeitura de São Luís, LF garantiu que a capital não faz parte dos seus planos políticos para agora.

“Deixei muito claro que sou candidato a prefeito de São José de Ribamar em 2016 e esta decisão está tomada. Já ouvi todo tipo de especulações. ‘Não, ele está dizendo que vai ser candidato na hora não vai ser ele, vai botar outro’, quem tiver pensando assim tá perdendo tempo. O candidato para prefeito de São José de Ribamar sou eu, quem tiver preocupado ou quem não quiser que eu seja, que pendure as chuteiras. Eu serei candidato a prefeito de São José de Ribamar”, disse.

A declaração de Luis Fernando ocorreu depois do evento em que se filiou no PSDB, ocorrida no sábado no Rio Poty Hotel, na capital maranhense.

Abaixo, outros trechos da entrevista.

BLOG –  Mais de meia hora de discurso e o senhor não citou em nenhum momento o nome da família Sarney. Por quê?

LUIS FERNANDO: Porque não precisava, não era o caso, nós estamos ingressando nas fileiras de um partido que tem muita identidade na minha historia política e não havia necessidade disso, o momento agora é outro.

BLOG – Luis Fernando o senhor esteve com a ex-governadora Roseana Sarney dias antes desse evento, como foi?

LUIS FERNANDO: Não, não estive!

BLOG – Duas vezes prefeito, por diversas secretário de estado, tudo com apoio da família Sarney. A imagem do Luís Fernando ainda está atrelada aos Sarney’, ou já deu tempo de ser totalmente desvinculada?

LUÍS FERNANDO: Domingos, você falou uma frase que eu tenho que fazer uma correção. Eu só tive dois empregos públicos na minha vida, todos dois em que eu fui aprovado por concurso. Professor da Universidade Federal do Maranhão e auditor de carreira do quadro da Controladoria Geral do Estado. É claro que diante dos governos eu tive o privilégio e tive a honra de ser destacado, mas veja o seguinte: Também trabalhei no governo de Castelo, também trabalhei no governo de Zé Reinaldo e eu tive a honra também de trabalhar com a Roseana a partir do ano de 1995, mas antes disso, trabalhei com o governador Pedro Neiva de Santana, governador Nunes Freire, com o governador Luís Rocha, e esses três nenhum terminou o governo aliado com a família, depois com Castelo que também não terminou aliado, eu só não trabalhei no governo de Cafeteira, então essa afirmação que você fez precisa de um reparo. Na verdade eu tomei uma opção na vida, eu deixei de ser empresário, fiz concurso para auditor e me tornei funcionário público. No governo de Lobão também, eu participei na intervenção no município de Caxias, fui subsecretário e fui secretário chefe da casa civil, então não é uma questão ligada a uma família, talvez uma questão ligada à honestidade de proposito, a dedicação de trabalho e sobre tudo compromisso com o meu estado do Maranhão.

BLOG: Com todo esse histórico com a família Sarney, não seria mais digno fazer oposição ao governo do Flávio ou o Luís Fernando gosta do poder?

LUÍS FERNANDO: Eu não faço oposição por fazer, e nem faço por interesse pessoal. O Flávio é professor da Universidade Federal do Maranhão no curso de Direito e eu do curso de Economia, os nossos próprios alunos nos estimularam a entrar na política, então por que eu vou fazer oposição ao governo Flávio Dino, com que interesse? Com que propósito? Eu quero que o governo Flávio Dino seja bem sucedido, tenha êxito, porque o meu compromisso é com o Maranhão. não quero nenhum governo no Maranhão que comprometa o desenvolvimento do estado, e o Flávio Dino tem demonstrado as suas intenções, os seus propósitos e eu confio, o que ele precisa é desse tipo de aliança política, para que ele possa realmente realizar um bom governo, e não quero ser beneficiado com isso, quero que o povo do Maranhão seja. A minha candidatura em São José de Ribamar independe deste momento, eu sou candidato do povo de São José de Ribamar e pedir apoio ao governo Flávio Dino. Claro, ele é o governador do estado e pediu apoio do Brandão, pediu apoio a toda base aliada, mas eu quero que a Ilha de São Luís seja bem sucedida, eu quero que a Talita tenha bom sucesso, eu quero que o JosEmar tenha sucesso, que o Gil tenha sucesso, eu quero que o Maranhão tenha sucesso e que o Flávio Dino tenha sucesso.

BLOG – Algum ressentimento ou só agradecimento à família Sarney?

LUÍS FERNANDO: Eu não tenho nenhum ressentimento, eu aprendi na minha vida a ter fé e acreditar em Deus, meu coração não tem lugar para ressentimento e nem eu tenho motivo para ressentimento com a família Sarney, ao contrário eu tenho amizade que se construíram antes da politica e que não dou direito a politica de desfazer as amizades que eu construí antes dela, então os meus ressentimentos são guardados em um lugar que se chama lixo do cérebro.

BLOG: Só agradecimentos então?

LUÍS FERNANDO: Agradecimento pelo convívio, cordialidades e pela amizade, não pelo favoritismo, porque eu nunca fui beneficiado por favoritismo pela família Sarney.

Em congresso que reuniu mais de mil jovens, PDT reitera apoio a Edivaldo

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O prefeito Edivaldo Holanda Júnior e a primeira-dama, Camila Vasconcelos, participaram, na manha deste sábado (25), do congresso da Juventude Socialista, do PDT do Maranhão, realizado no Ginásio Tião (Parque do Bom Menino) e que reuniu mais de mil jovens. Durante seu discurso, o prefeito elogiou a atitude dos jovens trabalhistas de estarem presente em um evento que tinha por intuito, através do debate democrático, discutir propostas e formalizar políticas públicas que colaborem com a melhoria de São Luís.

“Queria de uma forma toda especial e respeitosa saudar todos os jovens presentes aqui, essa juventude aguerrida que poderiam estar em qualquer outro lugar, mas optaram por debater política e ajudar a gente nos rumos e decisões que devemos tomar para o desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou Edivaldo bastante aplaudido, destacando o comportamento alegre, festivo e vibrante da juventude pedetista na forma de recepcioná-lo.

Ao enfatizar o novo momento político-administrativo vivido pela prefeitura e dos avanços conquistados nos últimos dias, a exemplo do convênio assinado com o governo para asfaltamento de quase 300 ruas em São Luís e das obras de reforma e ampliação do Hospital da Criança, o prefeito Edivaldo agradeceu o apoio incondicional que recebeu do PDT ainda na formação da coligação que o elegeu. “Tenho uma enorme gratidão ao PDT e toda sua militância, a qual tenho um enorme carinho. Obrigado por o apoio dado a nossa gestão”.

No dia 16 de abril, em solenidade no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino e o prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior, assinaram convênio para investimento de R$ 20,6 milhões em obras de melhoria de vias urbanas na capital maranhense. Com a parceria, 296 ruas e avenidas, abrangendo 17 bairros da capital, passarão pelo processo de recapeamento asfáltico com o objetivo de melhorar a qualidade da pavimentação e a trafegabilidade nas pistas.

LEALDADE E PERSEGUIÇÃO

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Oriundo dos movimentos de juventude do estado, o deputado Weverton Rocha lembrou da sua militância logo cedo no PDT e aproveitou para destacar o papel de protagonismo da juventude do partido no Maranhão.

“O PDT do Maranhão tem como marca sua militância jovem, de luta e aguerrida, que vai para as ruas nos momentos mais decisivos e faz a diferença. Desse modo, quero dizer que a manhã de hoje é mais um dia memorável para nós, que vai ficar registrado na história do partido”, declarou Rocha, ao dar as boas vindas ao novo presidente da JSPDT, Rafael Oliveira.

O deputado reafirmou o apoio do PDT à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. “Vamos juntos com o nosso prefeito Edivaldo continuar enfrentando os problemas de São Luís de frente, sem jamais se intimidar ou retroceder diante dos obstáculos. Vamos para cima”, reiterou. Weverton ressaltou que todos os municípios do país enfrentam dificuldades, em razão da crise econômica instalada na nação. “Os municípios passam por uma situação muito difícil, inclusive São Luís. Mas Vossa Excelência, prefeito Edivaldo, tem uma virtude, não se abala com os problemas e os enfrenta de frente. Então, conte conosco nessa batalha”, assinalou Weverton.

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Para o parlamentar pedetista, o prefeito Edivaldo comportou-se como um grande aliado das forças de oposição e do governador Flávio Dino, mesmo perante às perseguições e da falta de ajuda do governo anterior.

“O Edivaldo logo que se elegeu fez questão de dizer que seus candidatos eram Flávio Dino para o governo e Roberto Rocha para o senado, foi um grande gesto para o povo e a classe política. Nesses dois últimos anos o prefeito pagou o preço por ter lealdade e posição política, além de não obter nenhum tipo de ajuda do governo passado, ainda foi massacrado pela mídia do grupo Sarney. Mas graças a Deus, com a ajuda do novo governador Flávio Dino, que já começou a colaborar com a Prefeitura de São Luís, vamos ter grandes obras e investimentos. Vamos vencer”, asseverou o deputado federal Weverton Rocha.

Participaram também do ato os vereadores do PDT, Ivaldo Rodrigues, Pavão Filho, Barbosa Lages, o vereador Osmar Filho, o presidente estadual da Juventude Socialista do PDT, Raimundo Penha, lideranças pedetistas, secretários municipais e de estado. O congresso foi encerrado com apresentação de grupos de Hip Hop e mesas de debates sobre os temas reforma política, redução da maioridade penal e políticas públicas voltadas para a juventude.

‘No Brasil, não leram e não gostaram dos meus livros’, diz Sarney

Folha de São Paulo

José Sarney, 85, ex-presidente do Brasil, ex-governador do Maranhão e senador cinco vezes por dois Estados (a terra natal e o Amapá), não quer que a literatura seja uma letra morta em sua trajetória.

Atualmente, trabalha em duas obras: suas memórias e seu quarto romance, “O Solar dos Tarquínios”, que acabará “se Deus me der alguns anos de vida”. A ficção fala sobre uma família incapaz de morrer. Em 2014, a filha, Roseana Sarney, renunciou ao governo maranhense, pondo fim a um ciclo de quase 50 anos do clã no poder local.

Sarney é imortal. Ocupa a cadeira 38 —que já pertenceu a Santos Dumont e Graça Aranha— na Academia Brasileira de Letras desde 1980. Ao ganhá-la, discursou sobre “um sonho que se realizou e, como diz Jorge Luis Borges, quem realiza um sonho, constrói uma parcela de sua própria eternidade”.

O ex-presidente José Sarney fala sobre sua obra literária, em seu escritório em, Brasília

O ex-presidente José Sarney fala sobre sua obra literária, em seu escritório em, Brasília

Sarney quer ser eterno. Não pela política, que praticou ao longo de 60 anos e sete partidos (é do PMDB desde 1984), mas por obras com pitadas de realismo fantástico como “Saraminda” –a mulata dos “bicos dos seios amarelos como ouro bruto”, de pontas “altas, duras, roliças, que faiscavam como tição”.

Em 25 de outubro de 1996, o amigo Claude Lévi-Strauss (1908-2009) enviou uma carta manuscrita com elogios ao então presidente do Senado. Era “monumental” a edição francesa de “O Dono do Mar”, livro povoado por seres como Querente, que flutua pelo mar há 400 anos, e Zé do Casco, o violador de pescadores distraídos.

Já Millôr Fernandes (1923-2012) definia “Sir Ney” como autor de obras que seriam “motivos para impeachment”.

Sarney diz que “há mais de 30 anos não nasce um grande romancista”. Quanto a ele, paciência. “Quando o tempo afastar o político, o trabalhador das letras vai aparecer.”

MÁ VONTADE

Na quarta-feira (22), a dois dias de completar 85 anos, recebeu a Folha em seu escritório em Brasília, decorado com um crucifixo na parede e uma Bíblia na mesa.

“O presidente não está querendo dar entrevistas por esses dias, mas talvez abra uma exceção para falar de literatura”, explicou o assessor antes de combinar a entrevista.

Exceção aberta. Por uma hora, o ex-presidente e fã de “Dom Quixote” falou sobre sua saga literária, pouco conhecida no país que presidiu. “Havia má vontade. Não viam o escritor, viam o político.”

Sarney tomou gosto por biografias políticas –recentemente leu as de Getúlio Vargas, Josef Stálin e Tancredo Neves, fora “O Capital no Século 21″, de Thomas Piketty.

Sua própria passagem pelo cargo mais alto no país foi conturbada, diz. “Ninguém sabia, mas atravessava um período de grande depressão quando assumi a Presidência. Não passei pela crise dos 50 anos. Mas de repente, com 52, me surgiu. Era uma cobrança que fazia a mim mesmo do que tinha feito da minha vida.”

A cura veio pelas letras. Emposta a voz para recitar o poema “Garça Negra”: “Garça negra/ asas de fogo e silêncio/ noites de tédio e de calmantes/ não me busques”. “O Carl Jung dizia que todos morremos frustrados por não termos tido a vida que queríamos.”

*

Folha Jorge Amado disse certa vez que “José Sarney é um escritor a quem o político José Sarney tem causado graves prejuízos”. Concorda?

José Sarney O Napoleão dizia que política é destino, literatura, vocação. Eu me lembro da definição do Ernesto Sabato sobre literatura como antagonista da realidade. Mas a política tem dos dois. Teve a morte do Tancredo Neves [em 1985, antes de assumir a Presidência, abrindo espaço para ele, vice], em que a realidade imitou a ficção.

Arrepende-se de ter privilegiado destino e não vocação?

Olhe, se Deus tivesse me perguntado se eu queria ficar com a literatura ou a política, teria escolhido a literatura. Não passou um dia sem que eu não tivesse um convite de noivado para a literatura. Calculo que passei 25% da vida lendo ou escrevendo. Não tenho nenhum outro hábito: não cultivo esporte, não costumo ir a cinema, teatro, não frequento restaurantes, não sou de dar recepções em casa.

Terminou sua autobiografia?

Estou na fase de revisão, pois ela foi escrita durante muitos anos [desde 2003]. Sendo um intelectual, com o privilégio de participar da história do Brasil como assistente e até mesmo protagonista, não compreenderia se não deixasse um depoimento da minha visão do poder.

Pensei [no título] “Boa Noite, Presidente”. Adotei uma técnica para escrever. O primeiro capítulo sobre a noite da doença do Tancredo. O segundo, meu nascimento. O terceiro, meu governo… No fim, as partes se encontram.

O senhor escreveu obras de realismo fantástico, como “Saraminda”. Encontrou na vida alguém tão mágico?

É fácil criar um drama que seja uma cópia da realidade. Difícil é criar um personagem. Eu consegui. De tal maneira me liguei a Saraminda que a minha mulher [dona Marly] dizia que já estava com ciúmes dela. “Você não larga essa mulata de jeito nenhum.”

E como achou sua musa?

Fui até Caiena [capital da Guiana Francesa] pesquisar para o livro. Passa uma mulata muito bonita, e eu me senti seduzido. Ela, Saraminda, passou a existir. Arrematada no leilão de prostitutas onde o Cleito Bonfim pagou dez quilos de ouro por ela [no enredo do romance]. Seus seios tinham os bicos de ouro.

Seus críticos sempre citam esse “erotismo light” na obra.

Descartes foi o grande filósofo que estabeleceu essa separação da alma e do corpo, embora eu seja católico e acredite que nunca podemos separar os dois. O próprio são Paulo disse: se não tivesse amor, de nada valia a vida.

Desde “A Duquesa Vale uma Missa”, de 2007, o senhor não escreve ficção. Algo à vista?

Comecei “O Solar dos Tarquínios”, história de um sobradão construído junto com essa família que passa a viver muito e não morrer. Queriam, mas não morriam. Era a grande angústia deles.

Tem livro seu até em romeno.

Fui traduzido em 13 línguas e tenho a grande satisfação de ser um dos poucos autores incluídos na Folio [coleção da editora francesa Gallimard, uma das mais importantes na Europa]. Inclusive tive críticas do Lévi-Strauss –tive a felicidade de ter sua amizade.

Já no Brasil seus livros receberam críticas bem duras.

É aquela história: não leram e não gostaram. Não conheço um grande crítico brasileiro que tenha feito críticas contrárias aos meus livros. Apenas deixei de cultivar a divulgação no Brasil porque havia má vontade. Não viam o escritor, viam o político.

O Millôr Fernandes escreveu que, quando se larga um livro seu, não se consegue mais pegar. Era seu melhor inimigo?

Ele não era crítico literário, ele era humorista.

O senhor acompanha algo da nova literatura brasileira?

Confesso que estou na fase da releitura. Acho que passamos por um período de declínio. Há mais de 30 anos não nasce um grande romancista, poeta, pintor, músico.

E o senhor, onde está?

Acho que quando o tempo afastar o político um pouco, a figura do trabalhador das letras vai aparecer.

O que acha de biografias não autorizadas? Tem a de Palmério Dória sobre os Sarney (“Honoráveis Bandidos”).

Sou a favor da publicação de biografias, quaisquer que sejam. [A do Dória] não é biografia. É sobre políticos interessados em destruir imagens das pessoas.

Comemora os 85 anos?

Agora não comemoro mais nem o mês nem o ano, e sim os dias. Minha mãe, quando morreu, deixou uma carta. A primeira coisa que disse: “Tive até um filho que foi da Academia Brasileira de Letras”. No Maranhão, quando se nasce, ninguém pensa em ser presidente, mas todos pensam em ir à Academia.

As parteiras já conhecem o choro dos meninos: “Academiiiiiiia”. Ninguém sabe, mas quando assumi a Presidência, atravessava um período de grande depressão.

Não passei pela crise dos 50 anos. Mas de repente, com 52, me surgiu essa depressão. Era uma cobrança que fazia a mim mesmo do que tinha feito da minha vida.

O Carl Jung, ao contrário do Freud, dizia que todos morremos frustrados por não termos tido a vida que queríamos.

SARNEY É POUCO ESTUDADO

Sarney virou imortal antes de publicar qualquer livro e de ingressar na política.

Tinha só 22 anos quando foi eleito para a Academia Maranhense de Letras, em 1953, em reconhecimento pelo ativismo cultural em São Luís, com a criação da revista “A Ilha” e do suplemento literário do jornal “O Imparcial”.

Embora o escritor seja anterior ao político –o livro de poemas “A Canção Inicial” é de 1954, um ano antes da estreia na vida pública–, a atuação no poder foi mais prolífica que a literária.

Tirando textos políticos e crônicas, foram três romances, três volumes de contos e três de poesia em seis décadas.

Publicada em boa parte pela antiga editora Siciliano, essa produção ficou anos fora de catálogo. Em 2014, a Leya, que já publicava parte de suas crônicas e seus ensaios, reeditou os romances “Saraminda” e “O Dono do Mar”.

Não é fácil encontrar quem tenha se dedicado a estudar esses livros. Dos quase 300 currículos da plataforma Lattes que têm alguma citação ao ex-presidente, menos de dez são de estudiosos da área de letras interessados em sua prosa –no geral, estudantes de graduação no Maranhão.

Em 1988, ao destrinchar os contos de “O Brejal dos Guajas”, Millôr Fernandes resumiu assim: “É uma anedotinha ‘socialzinha’ tolinha (já contada mais de um milhão de vezes) da briguinha de dois coroneizinhos de uma cidadezinha perdidinha no interiorzinho do Maranhão”.

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