Rumor de novo grampo contra a Lava Jato causa temor em Sarney

Lobão-e-Sarney

O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado teria gravado também conversas que manteve com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-MA).

De acordo com um parlamentar que tem acesso à cúpula do governo e que esteve hoje com Renan, Romero Jucá e com o próprio Temer, a informação está causando temor no Congresso e também no governo, pelo potencial de desestabilização que pode causar no parlamento.

“A gente olha e não sabe onde tudo isso vai parar”, afirma o parlamentar à coluna.

Quem teve acesso aos áudios diz que o que foi revelado hoje em relação a Jucá “não é nada” comparado ao que Renan e Sarney disseram.

Em conversas divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo nesta segunda-feira (23), o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado está negociando com a Procuradoria-Geral da República desde março. O acordo com a PGR foi selado na semana passada.

Na delação, Machado gravou apenas três políticos: o responsável pela sua indicação para a Transpetro (Renan), Sarney e Jucá. Mas comprometeu outros senadores do PMDB. São eles Jáder Barbalho e Edison Lobão.

O presidente interino Michel Temer recorreu aos órgãos de inteligência do governo _ inclusive à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) _para apurar a veracidade da informação de que Sérgio Machado teria gravações comprometedoras também com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e com o ex-presidente da República José Sarney.

Os órgãos de inteligência não conseguiram confirmar, mas também não desmentiram categoricamente. Isso, portanto, deixa uma aura de tensão adicional no palácio do Planalto e no palácio do Jaburu.

Governador reúne cúpula da Segurança Pública para definir ações

O governador Flávio Dino coordenou reuniões coordenadas e definiu, juntamente com a cúpula da Segurança Pública, novas estratégias para combater as ações criminosas. Foto: Gilson Teixeira/SecapO governador Flávio Dino voltou a se reunir com a cúpula do sistema de Segurança do Estado na tarde desta segunda-feira (23), no Palácio dos Leões. Na pauta do encontro, avaliação das ações das forças policiais e definição de estratégias para as atividades das próximas horas.

Desde quando os incêndios criminosos a ônibus foram deflagrados na última quinta-feira (19), o governador Flávio Dino, o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Pereira, o delegado-geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, e o chefe do Gabinete Militar, Coronel Leite, estão se reunindo diariamente para determinar os procedimentos que garantam a segurança da população da Região Metropolitana de São Luís.

Com ações firmes e operações específicas de abordagens e embarque nos coletivos, além de patrulha permanente de motocicletas e viaturas, as forças de segurança já realizaram 54 prisões, das quais 25 autuados em flagrante, com relação direta com os incêndios. “Luta pela paz, contra quadrilha que quer voltar a mandar em Pedrinhas”, ressaltou o governador, destacando o forte combate às facções criminosas.

Toda a intensificação do trabalho da polícia foi feita mediante articulação definida em reuniões estratégicas desde a madrugada da sexta-feira (20), logo após o início dos incêndios criminosos. Desde então, sucessivas reuniões coordenadas pelo governador Flávio Dino definem, juntamente com a cúpula da Segurança Pública, novas estratégias para combater as ações criminosas.

Além das prisões, as ações estratégicas têm surtido efeito ao longo dos dias, com presença de policiamento intensivo nas áreas mais críticas e o reforço ao combate a outros tipos de crimes. “Faremos nova reunião amanhã”, enfatizou Flávio Dino.

Após vazamento de gravações sobre Lava Jato, Jucá se licencia do governo

O ministro Romero Jucá (Planejamento), durante entrevista coletiva sobre áudio vazado

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciou nesta segunda-feira (23) que está se licenciará do governo do presidente interino Michel Temer, até que o Ministério Público se pronuncie sobre a gravação de uma conversa sua com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. A licença valerá a partir desta terça (24).

O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Folhadivulgou gravações em que Jucá fala em pacto para deter avanço da Operação Lava Jato.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

No lugar do ministro licenciado entrará Dyogo Henrique de Oliveira, hoje secretário-executivo do Planejamento.

Em uma entrevista conturbada à imprensa, Jucá afirmou que seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, irá protocolar uma ação junto ao Ministério Público, ainda nesta segunda, para que o órgão indique se houve ou não irregularidade ou crime na conversa. Para Jucá, houve “manipulação das informações” publicadas.

“A partir de amanhã eu estou de licença. Reassumo o Senado para fazer o enfrentamento aqui até que o Ministério Público se manifeste quanto às condições da minha fala com Sérgio Machado. Eu sou presidente nacional do PMDB, sou um dos construtores desse novo governo e não quero de forma nenhuma deixar que qualquer manipulação mal intencionada possa comprometer o governo”, disse.

Enquanto Jucá falava, um grupo de servidores e deputados gritava “golpista” e “ladrão”, o que obrigou Jucá a falar em um tom de voz alto. Ele chamou os manifestantes de “babacas”.

ÁUDIO

A decisão de pedir licença do cargo foi tomada após a divulgação de áudio que desmentiu a versão inicial do ministro de que ele se referia à situação econômica.

Após o vazamento, Jucá e Temer se reuniram no Palácio do Jaburu e, segundo a relatos de aliados, avaliaram que a situação havia se tornado insustentável e que a licença seria a melhor forma de evitar que o aumento do desgaste.

No encontro, acertaram a permanência de Oliveira no comando da pasta, em um primeiro momento, uma vez que as soluções caseiras estudadas pelo peemedebista, como o deslocamento para o posto de Moreira Franco e Eliseu Padilha, enfrentaram resistências de ambos. (Folha de SP)

Sarney deve ser próximo alvo das gravações contra a Lava Jato

Senador-José-Sarney

Arquivo

A revelação de uma conversa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, passou a gerar um clima de apreensão em Brasília. Caciques do PMDB avaliam que podem ter sido gravados por Machado para que ele negociasse um acordo de delação premiada junto à Procuradoria Geral da República.

O ex-senador José Sarney, importante cacique peemedebista, é tido como o próximo alvo de gravações de Sérgio Machado, segundo ouvido dentro do Palácio do Planalto, informa o jornalista Fernando Rodrigues, do UOL.

O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado negocia acordo de delação premiada com a Força-Tarefa da Lava Jato. Ele é ligado ao PMDB e pode ter informações sobre o a cúpula do partido, que assumiu o país com o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em um dos trechos, o ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos do juiz Sérgio Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

“Eu acho que a gente precisa articular uma ação política”, concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

E Waldir Maranhão? Aparecerá na Câmara?

Por Ricardo Noblat

No próximo dia cinco completará um mês da suspensão do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) decretado pelo Supremo Tribunal Federal. Desde então, a Câmara dos Deputados está sem comando. E nada indica que terá tão cedo.

Como Cunha teima em não renunciar à presidência, ela está sendo exercida – ou melhor: não está – pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), o primeiro vice-presidente.

Maranhão teve seus 10 minutos de fama quando anulou a votação do impeachment na Câmara para, depois, recuar. Tudo aconteceu em um mesmo dia. Inesquecível!

A maioria dos seus colegas quer vê-lo pelas costas. É por isso que ele deixou de presidir as sessões, embora faça questão de participar das reuniões de líderes de partidos. Por enquanto, os líderes ainda toleram sua presença.

Implacável adversário

Blog do Elias Lacerda – Na política é assim: Toda liderança tem um adversário implacável. E quem sabe fazer muito bem esse trabalho opositor é o ex-senador José Sarney. Derrotado nas últimas eleições para o governador Flávio Dino, Sarney não dá trégua ao comunista e ao seu governo. Ataques constantes a gestão do governador nos meios de comunicação da família e ocupação de espaços políticos na esfera federal no estado são apenas alguns dos obstáculos impostos pela velha raposa maranhense.

Mesmo ocupando praticamente todos os cargos do governo federal no Maranhão, Sarney quer mais. Sua meta mais nova é federalizar o porto maranhense de Itaqui, um dos mais importantes e lucrativos órgãos do estado. Pretende com isso tirar do controle de Flávio Dino uma das instituições mais importantes do Maranhão.

Mas tal façanha não será missão das mais fáceis. Para atingir o objetivo, Sarney precisará que o congresso nacional aprove a mudança.

Está faltando droga em São Luís e esta pode ser a origem dos ataques

Blog JM Cunha Santos

Está faltando droga em São Luís. As apreensões de grandes carregamentos pelas polícias civil e militar, que ocasionaram prejuízos de R$ 5 milhões ao narcotráfico, em virtude da integração de todas as polícias, inclusive a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal, Serviço de Inteligência e Polícia Interestadual (Polinter) secou o esquema de distribuição de drogas do crime organizado no Maranhão.

No último sábado, em ação conjunta, a PRF e a PF apreenderam 153 Kg de pasta base de cocaína em Santa Inês. E a Polícia Civil do Maranhão apreendeu, somente hoje, 40 Kg de drogas com o chefe de uma facção. O delegado Carlos Alessandro, da Superintendência de Repressão ao Narcotráfico, informou a apreensão de 510 Kg de entorpecentes e a prisão de 70 envolvidos nos últimos meses. Entre outros tipos de entorpecentes, a Polícia Civil apreendeu, com uma única quadrilha, 170 pinos de cocaína e a quantia de 400 mil reais. Com uma quadrilha interestadual desbaratada ainda este ano, foi apreendido 500 mil reais em drogas Sem contar apreensões menores na própria capital e de grandes quantidades que deveriam abastecer a região metropolitana de São Luís, no interior do Estado.

A partir do governo Flávio Dino, com novas estratégias e apoio dos serviços de inteligência, a polícia alcançou os grandes traficantes, desarticulou quadrilhas locais e interestaduais, ocasionando, segundo cálculos do delegado geral Lawrence Melo, um prejuízo de R$ 5 milhões ao narcotráfico. De uma única vez, apreendeu R$ 500 mil reais em entorpecentes provenientes do Mato Grosso do Sul.

“Está faltando droga em São Luís. A crise econômica também atingiu o tráfico”, ouviu nossa reportagem. Só que, nesse caso, a crise está sendo causada pela intensa atuação da polícia do Maranhão no combate ao narcotráfico.

Essa situação deixa em desespero traficantes e dependentes e pode estar na origem dos incêndios a coletivos em São Luís.

Jucá orientou ajuda de Sarney para deter avanço da Lava Jato

Folha de SP – Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”.Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”.

Mais adiante, ele voltou a dizer: “Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá concordou que o caso de Machado “não pode ficar na mão desse [Moro]”.

BRASILIA, DF, BRASIL, 05-04-2016, 16h00: O senador Romero Jucá (PMDB-RR) fala na tribuna do senado federal. Ele anunciou que está assumindo a presidência do PMDB nacional, pois o presidente Michel Temer está se licenciando para não se envolver nas discussões e troca de acusações sobre o impeachment. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) preside a sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento, em fala no Senado Federal

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

“Eu acho que a gente precisa articular uma ação política”, concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. “Não pode”, disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

E chamou Moro de “uma ‘Torre de Londres'”, em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá “para o cara confessar”.

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem “poucos caras ali [no STF]” ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de “um cara fechado”.

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado “pelo PMDB nacional”, como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan “remotamente, como destinatário” dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ – Sim.

MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ – Eu acho que…

MACHADO – Tem que ter um impeachment.

JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO – E quem segurar, segura.

JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[…]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[…]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

[…]

MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

*

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[…]

MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.

JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.

MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

*

MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

*

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

MACHADO –…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

[…]

MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Comandante geral acompanha ações das forças de segurança na Ilha

Secretário Jefferson Portela e comandante-geral da Polícia Militar acompanham de perto as operações ostensivas das Forças de Segurança. Foto: Divulgação

Em continuidade as ações desenvolvidas desde a quinta-feira (19), após os incêndios criminosos aos ônibus, e em consonância às diretrizes traçadas em sucessivas reuniões estratégicas, realizadas sob o comando do governador Flávio Dino, as Forças de Segurança Pública têm intensificado as ações, com o acompanhamento do secretário Jefferson Portela e do comandante-geral Frederico Pereira.

No sábado à noite o secretário de segurança, acompanhado do comandante-geral, esteve acompanhando de perto as abordagens a coletivos e vans. Essas, são parte das ações estratégicas, que estão acontecendo de forma ininterrupta, em pontos estratégicos e sensíveis da Grande Ilha, desde o início dos episódios.

Na manhã deste domingo (22), foi a vez das forças que realizavam operação no bairro do Coroadinho receberem o reforço da alta cúpula do sistema de segurança estadual no desenvolvimento do patrulhamento. O secretário reafirmou o apoio que vem dando as forças de segurança que estão trabalhando continuadamente. Ações estas, que já resultaram na prisão de mais de 50 suspeitos.

“Vamos permanecer nas ruas, sem cessar, para coibir, com rigor, a ação destes criminosos. São operações que iniciaram assim que soubemos dos ataques e não têm dia para terminar. Não vamos recuar e asseguraremos a paz e o direito de ir e vir dos cidadãos”, garantiu.

Ainda sobre as ações voltadas para os ônibus coletivos, o Batalhão Tiradentes está desenvolvendo uma operação específica de abordagens e embarque nos coletivos. Equipes do Batalhão estão ocupando os terminais de integração e embarcando nos ônibus, fardados e à paisana, indo até o ponto final e retornando aos terminais. Além das ações embarcadas, ações de motocicletas e viaturas compõem essa operação. Ao todo, são aproximadamente duzentos homens e mulheres envolvidos apenas nesta operação.

O comandante-geral voltou a afirmar que a Polícia Militar não descansará enquanto os responsáveis pelos episódios criminosos não estiverem presos e a paz volte a rotina dos maranhenses.

“Desde o primeiro momento nossos policiais se disponibilizaram a ajudar, se colocaram a postos, mesmo os que estavam de folga voltaram ao trabalho e temos uma corporação unida e comprometida. Vamos manter o policiamento intensificado, a polícia não vai recuar. Estamos preparados para enfrentar o crime”, afirmou Pereira ao acompanhar as ações ostensivas feitas pela Polícia.

Planejamento

Toda a intensificação do trabalho da polícia foi feita mediante articulação definida em reuniões estratégicas desde a madrugada da sexta-feira (20), logo após o início dos incêndios criminosos. Desde então, sucessivas reuniões coordenadas pelo governador Flávio Dino definem, juntamente com a cúpula da Segurança Pública, novas estratégias para combater as ações criminosas.

No sábado (21) o próprio governador Flávio Dino esteve nas ruas acompanhando a atuação das Polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros. Além de conferir de perto o trabalho intensivo de policiamento desempenhado desde a última quinta-feira (19), o governador aproveitou para conversar e ouvir as impressões da população. Foram visitados os bairros do Coroadinho e Cidade Olímpica e também os terminais da Beira-Mar, Cohab e São Cristóvão.

“A cidade está policiada. Estive no Coroadinho e conversei com moradores e comerciantes. A Polícia está presente para garantir a ordem pública”, afirmou o governador.

Governo fará monitoramento para garantir circulação de ônibus

Governador Flávio Dino, prefeito Edivaldo Holanda Júnior, cúpula da Secretaria de Segurança Pública e representantes dos Sindicatos das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) e dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema) em reunião no Palácio dos Leões. Foto: Karlos Geromy / Secap

A partir de hoje, oficiais da Polícia Militar e fiscais do Procon e da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) estarão monitorando as empresas de ônibus para assegurar circulação normal do transporte público na Região Metropolitana de São Luís. A determinação foi instituída pelo governador Flávio Dino em reunião na manhã deste domingo (22), no Palácio dos Leões, com os presidentes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), José Luiz Medeiros e do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Isaías Castelo Branco.

Na reunião, o governador destacou os esforços que o Governo, por meio das forças de segurança pública, tem realizado para garantir a normalidade do serviço de transporte público na Região Metropolitana de São Luís. Ele ressaltou ainda que, após os incêndios criminosos realizados na última quinta-feira (19), o Estado agiu de forma veemente para garantir a segurança da população e a normalidade da circulação dos ônibus, com reforço policial nos pontos finais e dentro dos coletivos.

De acordo com o governador, o monitoramento direto sobre as empresas de ônibus tem como objetivo garantir a circulação normal dos coletivos, sobretudo no período noturno. “O monitoramento e a fiscalização terão a presença de oficiais da PM, do Procon e da MOB. Transporte coletivo é serviço público essencial”, enfatizou Flávio Dino.

O presidente do Procon, Duarte Júnior, explicou que a medida visa garantir a continuidade dos serviços com qualidade e segurança para o consumidor. “Cada garagem das empresas terá fiscais do Procon, da MOB e PM, que ficarão de plantão acompanhando a entrada e saída de ônibus. Se for identificado recolhimento desses coletivos fora da normalidade, imediatamente os ficais vão aplicar as medidas sancionatórias”, esclareceu.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), José Luiz Medeiros, explicou que, na reunião, as empresas assumiram o compromisso com o Governo do Estado e com a Prefeitura de que os ônibus irão circular sem nenhuma interrupção, inclusive no período noturno com os chamados corujões. “A população pode confiar que os ônibus rodarão hoje à noite normalmente aconteça o que acontecer”, garantiu.

Para José Luiz, o Governo tem tomado as medidas necessárias para garantir a segurança da população e o SET vai ajudar assegurando a normalidade do serviço público de transporte. “Nós vamos colaborar com o Governo no sentido que não paralisaremos mais, em nenhum momento, o sistema de transporte”, reiterou o presidente do Sindicato.

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