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Acordo de Roseana com empreiteira teve propina e dano, diz auditoria

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Carlos Madeiro
Do UOL

O governo do Maranhão concluiu a auditoria sobre o precatório assinado pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) com a construtora Constran e afirma que houve pagamento de propina e prejuízo ao Estado no acordo que resultou no acerto de pagamento de R$ 114 milhões à empreiteira envolvida na operação Lava Jato.

Agora, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai remeter o caso para investigação da Polícia Civil, do Ministério Público do Maranhão e da PGE (Procuradoria Geral do Estado).

O advogado de Roseana, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou ao UOL que ela não vai se manifestar sobre a auditoria. “Os órgãos competentes que participaram é que têm de manifestar. Ela não participou da negociação e apenas assinou um ato final depois de um complexo processo, que tinha, inclusive, participação do Poder Judiciário. Foi essa instância que teve poder de decisão”, explicou.

Sobre o envio do caso à polícia e ao MP pelo governador Flávio Dino, Castro disse que também não iria manifestar. “Não falo sobre manifestações políticas. Sou advogado e me atenho apenas a questões jurídicas. Não houve nenhuma irregularidade de Roseana”, disse. “Acho a politização nesse caso lamentável.”

O acordo entre a governadora e a Constran foi fechado no dia 23 de novembro de 2013, com a autorização da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Luiza Neponucena. O pagamento autorizado era referente à dívida gerada por obras rodoviárias executadas nos anos 1980, e o acordo foi pago em valor integral, sem deságio –apenas com desconto de juros.

Em apenas 33 dias após a assinatura, a Constran recebeu a primeira parcela do acordo: R$ 4,7 milhões. Ao todo, foram pagas sete parcelas. Em junho, quando o caso veio à tona, a Justiça suspendeu o acordo. Até agora foram pagos R$ 34 milhões do acordo.

Segundo a auditoria, o acordo foi fechado com o valor proposto pela empresa, com juros corrigidos conforme o desejo da empreiteira, sem nenhum questionamento do Estado ao montante.

“A formalização do acordo para o pagamento do precatório foi extremamente danosa ao interesse público, pois, além de não exprimir nenhuma vantagem concreta, impôs aos combalidos cofres públicos do Maranhão o desembolso de vultosa quantia”, diz um trecho do relatório.

A auditoria concluiu que o acordo assinado entre o governo e a empreiteira foi fruto de ato de corrupção e trouxe prejuízos aos cofres públicos.  Em depoimento à Polícia Federal, a contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, disse que a negociata rendeu pagamento de R$ 6 milhões de propina, que teriam sido pagas ao então chefe da Casa Civil do governo maranhense, João Abreu.

“Esse acordo foi feito com base num cálculo equivocado, não teve qualquer vantagem ao Estado e foi chefiado mediante ato de corrupção”, disse ao UOL o secretário de Transparência do Maranhão e responsável pela auditoria, Rodrigo Lago.

Segundo Lago, o valor foi fechado sem qualquer estudo que o embasasse. Para ele, embora ainda não seja algo preciso, o débito do Estado com a Constran seria de menos de R$ 50 milhões.

“A PGE será encarregada de chamar a empresa e rediscutir o débito. Não há um reconhecimento desse valor. Tem petição, inclusive, dizendo que a causa nem existia, que houve um erro de cálculo”, informou.

Para justificar a acusação de que houve corrupção, o secretário disse que documentos enviados pelo juiz Sergio Moro ao governo trouxeram certeza do pagamento de propina.

“Essa informação tem novos elementos [descobertos na auditoria]. Se fosse apenas o depoimento, seria algo perigoso, porque é um sujeito que está preso. O juiz Sergio Moro compartilhou conosco o auto de busca e apreensão. Com Youssef, foi encontrado petição do acordo e planilhas. Tem inclusive um e-mail dele comemorando porque passou meses negociando esse acordo”, disse.

Youssef foi preso em março do ano passado, em São Luís, onde estava para entregar, supostamente, propina a João Abreu.

Obra fantasma?
Com a conclusão da auditoria, o governo fará um novo levantamento para saber se a obra foi realmente executada nos anos 80. Segundo ele, há depoimentos que apontam que ela não foi realizada.

“Precisamos saber também se essa a obra realmente existe. Para saber, foi criada uma comissão e ela vai convocar pessoas para prestar depoimento. Não é tão simples”, afirmou. “Tem que ir lá e fazer perícia, pois essa obra foi feita –se é que existe–, há mais de 30 anos. Não é só ir lá e ver se a obra existe, precisa uma análise.”

Em nota enviada ao UOL, a Constran informou que, “por determinação do Poder Judiciário, em todas as instâncias possíveis, a Constran é credora líquida e certa do Estado do Maranhão”.

“Por decisão do ministro Luiz Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, os aspectos que envolvem o referido acordo já foram remetidos no ano passado à Justiça do Maranhão. A Constran permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários”, disse.

Lobão, João Alberto e Roberto Rocha votam contra os trabalhadores

Os senadores do Maranhão, João Alberto (PMDB), Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSB) votaram a favor da medida provisória 665, que restringe o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. Como já havia sido aprovada pela Câmara e não sofreu alterações no Senado, a matéria segue para sanção presidencial.

Pelo texto aprovado, o trabalhador terá direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses nos últimos dois anos. O prazo inicial proposto pelo governo era de 18 meses. Antes, o trabalhador precisava de apenas seis meses.

Para poder pedir o benefício pela segunda vez, o projeto estipula que o trabalhador tenha nove meses de atividade. Antes, esse prazo exigido era de seis meses de trabalho, e o governo queria ampliar para 12 meses. A proposta mantém a regra prevista na MP (seis meses) se o trabalhador requisitar o benefício pela terceira vez.

Em relação ao abono salarial, o texto prevê que o trabalhador que recebe até dois salários mínimos deverá ter trabalhado por três meses para ter direito ao benefício. O texto do Executivo exigia seis meses.

Para o seguro-defeso, pago ao pescador durante o período em que a pesca é proibida, foi mantida a regra vigente antes da edição da medida provisória – o pescador necessita ter ao menos um ano de registro na categoria. A intenção do governo era aumentar essa exigência para três anos.

Pagamento de pensão por morte

Os três senadores maranhenses (Lobão, João Alberto, Roberto Rocha) também votaram contra os trabalhadores e a favor do governo Dilma Rousseff na sessão desta quarta-feira (27), no Senado. Eles votaram a favor da medida provisória 664, que restringe o acesso ao pagamento da pensão por morte. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara, segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

A MP faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo federal e é a segunda aprovada pelos senadores. Nesta terça (26), com os votos de Lobão, João Alberto e Roberto Rocha os parlamentares aprovaram a MP 665, que altera regras para o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso.

Pelo texto aprovado, os cônjuges só poderão requerer pensão por morte do companheiro se o tempo de união estável ou casamento for de mais de dois anos e o segurado tiver contribuído para o INSS por, no mínimo, um ano e meio.

Antes, não era exigido tempo mínimo de contribuição para que os dependentes tivessem direito ao benefício, mas era necessário que, na data da morte, o segurado estivesse contribuindo para a Previdência Social.

O texto original enviado pelo governo previa, para a concessão do benefício, dois anos de união e dois anos de contribuição.

O Senado também confirmou a alteração feita na Câmara que institui que o benefício pago pela Previdência Social aos pensionistas continuará sendo o valor da aposentadoria que o segurado recebia ou teria direito a receber se estivesse aposentado por invalidez na data da morte. O governo havia previsto no texto original a redução do benefício pela metade.

Avanços da gestão Edivaldo são destacados por parlamentares na AL

Os avanços na saúde durante a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior ganharam repercussão na sessão desta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa do Maranhão. Os deputados Othelino Neto (PCdoB) e Edivaldo Holanda (PTC) elencaram, nos seus discursos, as melhorias promovidas pela atual administração em setores como saúde e infraestrutura.

O primeiro a subir à tribuna foi o deputado Othelino Neto. Antes de listar as ações e investimentos que a Prefeitura de São Luís vem realizando na saúde pública, o parlamentar lembrou que, durante os dois primeiros anos de mandato do prefeito Edivaldo, ele foi sabotado e duramente perseguido pelo grupo político que comandava o governo do Estado. “Quando falo de sabotagem é impedindo e atrapalhando, inclusive, transferências federais para o município de São Luís”, recordou Othelino.

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De acordo com o deputado, agora, o prefeito Edivaldo tem um governador que ajuda a cidade, com o estabelecimento de uma parceria efetiva, real e concreta a favor da população, através, conforme Othelino, de intervenções necessárias à cidade.

Entre outras ações positivas na área de saúde, Othelino Neto citou a reforma do Hospital da Criança. Segundo o deputado, estão sendo construídos 25 novos leitos de enfermaria e, em breve, estarão prontas mais quatro salas para centro cirúrgico. “E aí um dado que merece muito destaque, é uma UTI pediátrica com 11 novos leitos. Só para termos uma ideia, na rede privada de São Luís, no Maranhão, não existe UTI pediátrica. Não existe nenhuma UTI especificamente preparada para ser uma UTI pediátrica. Com esses novos leitos, vamos começando a reduzir esse déficit grande que é a ausência de leitos de UTI pediátrica no Maranhão e, em específico, na cidade de São Luís”, disse.

Sobre os avanços na saúde, Othelino Neto destacou ainda o trabalho implementado no Hospital da Mulher. Foram realizados no ano de 2014, enumerou o deputado, mais de 70 mil atendimentos e 536 cirurgias naquela unidade de saúde.  “Comparando com o ano de 2012, mais do que dobrou a quantidade de atendimentos. As intervenções que estão sendo feitas no Hospital da Mulher são realmente marcantes e merecem registro”, afirmou Neto.

O deputado registrou que o Hospital da Mulher tem a primeira unidade de referência em Neurocirurgia, além da garantia dos serviços de mastologia e também da atenção e prevenção do câncer de mama. Foram ampliados, na gestão do prefeito Edivaldo, o número de leitos de internação e de UTI.

Othelino listou, também, intervenções em execução nos Socorrões I e II, os dois maiores hospitais públicos em atendimento de urgência e emergência do estado, e reconheceu a competência da secretária Helena Duailibe à frente da pasta de saúde.

 “O Socorrão I está em reforma e em breve terá mais 10 leitos de UTI instalados e prontos para atender à população, além das intervenções para humanizar mais o hospital. O Socorrão II passa pela primeira grande intervenção desde que foi colocado em funcionamento, em 1998. Ele ganhará mais 76 novos leitos para atender a população. Será construído em breve um anexo à UTI, acrescentando 11 novos leitos, porque é comum a falta de leitos em UTI não só na pediatria, mas também na UTI para adultos”, informou Othelino Neto, ao frisar que à proporção em que o Sistema de Saúde Pública for avançando no interior do estado com o melhor funcionamento e atendimento às pessoas, a pressão sobre os hospitais públicos de São Luís diminuirá.

Na avaliação do parlamentar comunista, a integração que passa a haver entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís, inclusive com o estabelecimento da Regulação Única, permite ao paciente ser atendido em qualquer unidade de saúde. “Acontecia antes, por exemplo, nas UPAs, o paciente que fosse do município, que viesse de um hospital de município não podia ter o atendimento”, lembrou.

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Em aparte, o deputado Edivaldo Holanda detalhou outros serviços de qualidade oferecidos à população na rede municipal de saúde, fruto do grande investimento que é feito pelo prefeito, mesmo diante da escassez de recursos, decorrente da crise nacional na economia, nas prefeituras das capitais e no erário público.

“Quero falar um pouco mais do Hospital da Mulher, que hoje é um Centro de Referência no estado do Maranhão. Nós temos ali os melhores médicos em Neurocirurgia, operando diariamente a população carente. O prefeito Edivaldo Júnior investe 11% acima da obrigação constitucional, na área da saúde, retirando da infraestrutura, por exemplo, da cidade para atender àqueles que sofrem e que recorrem ao socorro dos hospitais municipais desta cidade”, assinalou.

Também em aparte, a deputada Graça Paz (PSL) elogiou o trabalho desenvolvido pela primeira-dama da capital, Camila Braga, coordenadora do Todos por São Luís, programa da Prefeitura de São Luís que visa aproximar toda a rede de serviços públicos municipais à população.

“Estou sabendo, através da imprensa, da atuação da primeira-dama nos bairros, e eu acho que foi uma atitude muito importante da parte do prefeito, principalmente da parte dela, porque nós sabemos da sensibilidade da mulher, como é que ela age, muito com coração, com sentimento. A primeira-dama está entrando nos bairros, vendo as necessidades das crianças, dos jovens, dos idosos, e levando esses problemas para que o prefeito possa estar tomando alguma providência”, enalteceu.

Relator Ricardo Rios diz que lei traz segurança a trabalhadores

O deputado Ricardo Rios (PEN) disse que a Assembléia Legislativa deu uma contribuição de grande importância em favor dos trabalhadores ao aprovar por unanimidade, hoje(27) pela manhã, o projeto de Lei nº 037/15 de autoria do Deputado Fernando Furtado (PC do B), que institui mecanismo de controle do patrimônio público do Estado do Maranhão dispondo sobre provisões de encargos trabalhistas a serem pagos às empresas contratadas para prestar serviços de forma contínua, no âmbito da administração pública. Relator do projeto, Ricardo Rios observou: “Sobre à nova lei, que teve a brilhante iniciativa do deputado Fernando Furtado, gostaria de destacar a palavra Segurança, pois é isso que o trabalhador terá ao final de um contrato com empresas privadas no âmbito estadual”.

De acordo com a lei 037/15, que tem como propósito assegurar o pagamento dos trabalhadores no ato do repasse dos recursos financeiros feitos às empresas, “as provisões de encargos trabalhistas relativas a férias, décimo-terceiro salário e multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por dispensa sem justa causa, a serem pagas pelos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual e empresa contratadas para prestar serviços de forma contínua, serão retidas do valor mensal do contrato e depositadas exclusivamente em banco púbico oficial”. Diz ainda a lei que os depósitos devem ser efetivados em conta corrente vinculada (bloqueada para movimentação), aberta em nome da empresa, unicamente para essa finalidade com movimentação somente por ordem do órgão ou entidade contratante.

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Ricardo Rios reportou-se ainda à reunião que prefeitos de municípios contemplados com as primeiras unidades do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) tiveram com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Bira do Pindaré no início da semana. “Trata-se de um grande programa do governo Flávio Dino que irá trazer mais oportunidades e perspectivas de futuro para os nossos jovens de modo que eles possam se qualificar e assim contribuir com o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.

Os Iemas funcionarão como estabelecimentos de ensino médio, com formação profissional nos padrões da antiga escola técnica federal, que tantos e bons serviços prestaram no passado.  Estão previstos também espaços que permitam aos estudantes permanecerem no Instituto em tempo integral, o que inclui refeitórios, banheiros, quadra, piscina, entre outros equipamentos.

Operação ‘Cayenne’ prende suspeitos de desviar R$ 34 mi da educação

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A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 27, a Operação “Cayenne”, que prendeu quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha acusada de desviar R$ 33, 78 milhões na Universidade Virtual do Maranhão (Univima), entre 2010 e 2013. As investigações começaram a partir do resultado de auditorias realizadas pela Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC), que revelaram desvio de verbas públicas, no governo passado. Os presos na operação “Cayenne” foram apresentados pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Entre os presos estão Paulo Giovanni Aires Lima, José de Ribamar Santos Soares, Inaldo Damasceno Correa e Valmir Neves Filho. Eles são suspeitos de desviar aproximadamente R$ 34 milhões da Univima. Na ação, foram apreendidos carros de luxo; joias, estimadas em mais de meio milhão de reais; e relógios de luxo, alguns deles superando R$ 20 mil. As buscas e apreensões foram realizadas em mansões na cidade de São Luís.

Auditores do Estado realizaram serviços de auditoria na Univima e desvendaram um esquema de desvio de recursos públicos do órgão através de fraude no sistema financeiro do Estado, o Siafem.

O esquema fraudulento funcionava da seguinte forma: os ordenadores de despesa do órgão realizavam pagamentos normais aos credores do órgão, que tinham contratos em vigor e que apresentaram faturas a serem pagas. Depois da emissão das ordens bancárias e de confirmar o pagamento pelo banco, o responsável pelo setor financeiro cancelava o pagamento no sistema Siafem e lançava novo pagamento, dessa vez, para empresas fantasmas, usadas apenas para desviar os recursos públicos. A fraude foi realizada durante três anos. Nesse período, os órgãos foram comandados pelos ex-secretários Olga Simão e José Costa.

“Ao receber o relatório de auditoria apontando a fraude, instauramos um procedimento na Corregedoria Geral do Estado para investigar os fatos e depois compartilhamos as provas e relatórios com a Polícia Civil. Ainda não é possível afirmar o envolvimento de servidores de alto escalão, mas a Corregedoria Geral do Estado, vinculada à Secretaria de Transparência, aprofundará as investigações”, destacou o secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, ressaltando que um dos compromissos da atual gestão é a transparência e o combate à corrupção.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, destacou o trabalho sério e imparcial realizado pelo governo Flávio Dino no combate ao desvio de recursos financeiros no estado. “A operação visa o combate à corrupção em todas as suas formas. Esses desvios não atingem apenas o patrimônio de forma individual, mas lesa a coletividade. O sistema penal não deve olhar nomes, sobrenomes e cargos. Foi o que foi feito”, pontuou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, destaca que a operação deflagrada nesta manhã é o cartão de apresentação da nova superintendência. “A operação visa investigar desvios na monta de R$ 34 milhões da Univima, a partir de ordens de pagamentos bancários feitos de forma fraudulenta e com vistas à simulação de pagamento de fornecedores”, destacou. O delegado acrescentou a importância da parceria existente entre a Polícia Civil e o Ministério Público, que tem promovido resultados expressivos nas ações desencadeadas no combate ao desvio de verbas. “A partir dessa colaboração, foi viável essa ação. É importante salientar que a operação está apenas em sua 1ª etapa, e ainda não podemos dimensioná-la. Mas, é certo que as investigações vão prosseguir, e em breve, provavelmente, teremos fatos novos” explicou.

O promotor de justiça José Osmar Alves frisou o trabalho em parceria desenvolvido pelas instituições. “A parceria entre o Ministério Público e a Polícia Civil está dando certo e vai continuar dando muitos resultados em curto espaço de tempo. Estamos cumprindo a lei. O poder judiciário com apoio do aparato policial vai responsabilizar quem estiver envolvido em esquemas fraudulentos, independente de quem seja”, pontuou.

O delegado Ricardo Moura, que preside o inquérito, informou que os desvios investigados na Univima ocorreram entre 2010 e 2012. “Com a operação deflagrada nesta quarta-feira (27), conseguimos obter várias provas. Os funcionários presos na ação apresentavam patrimônio incompatível com a s rendas declaradas por eles”, afirmou.

O balanço da ação foi apresentado na tarde desta quarta-feira (27), em uma coletiva de imprensa, realizada no auditório da Secretaria de Segurança Pública. Estiveram presentes, o secretário de segurança pública, Jefferson Portela; o secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago; o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros; o delegado Ricardo Moura, da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção; e o promotor de justiça José Osmar Alves.

Combate à corrupção
Tratadas como prioridade pela gestão Flávio Dino, as ações de combate à corrupção já apresentaram diversos resultados nestes cinco primeiros meses de gestão. Em apenas cinco meses, a Comissão de Investigação de Agiotagem e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) em ações conjuntas com o Ministério Público Estadual já deflagraram operações como a ‘Imperador’, ‘Mahajara’, ‘El Berite’ e ‘Morta Viva’, que revelaram desvios na ordem de R$ 100 milhões.

As ações integram o plano de metas estabelecido pelo governador Flávio Dino para garantir o combate à corrupção e controle social das contas públicas no Estado. Também com este intuito, o atual governo criou a Secretaria de Transparência e Controle (STC), com a missão de assistir direta e imediatamente no âmbito da defesa do patrimônio público. “O objetivo primordial é o combate à corrupção, narcotráfico e homicídio, haja vista que este tripé, de forma direta, infelizmente, é responsável por grande parte da violência do estado”, enfatizou o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portella.

Projeto de Lei de autoria do deputado Fábio Macêdo é aprovado

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Foi aprovado por unanimidade, nesta quarta-feira, dia 27, o Projeto de Lei de autoria do deputado estadual, Fábio Macêdo (PDT), que prevê a criação de um Programa de Auxílio Psicológico a Vítimas de Crimes de Violência Sexual.

O parlamentar destacou que a pertinência do projeto que visa oferecer assistência especializada e interdisciplinar com ações nas áreas de Segurança Pública, Saúde e Assistência Social do Estado às vítimas, bem como seus familiares ou responsáveis.

“É um projeto importante, sabemos que os crimes de violência sexual causam danos irreversíveis às vítimas, tanto físicos quanto psicológicos. Esta casa está de parabéns ao aprovar este projeto. Nosso objetivo é garantir proteção e buscar o fortalecimento da autoestima das vítimas, assim como vínculos familiares, superação da situação de violação de direitos e reparação da violência vivida”, disse o deputado pedetista.

Projeto de Lei

 O Programa de Auxílio Psicológico a Vítimas de Crimes de Violência Sexual reunirá órgãos das Secretarias de Estado da Segurança Pública, Saúde e de Desenvolvimento Social. O atendimento às vítimas no âmbito do programa será executado em um único local que atenderá como Delegacia de Polícia Especializada, Instituto Médico Legal, consultório médico equipado para a prestação de primeiros socorros a vítimas de crimes sexuais e atendimento psicossocial.

Em São Luís, o atendimento já existe, e é direcionado a crianças e adolescentes na Delegacia de Proteção Criança Adolescente (DPCA). O objetivo é criar novos espaços em todo Maranhão, que inclua atendimento para mulheres, crianças e outros públicos que necessitem do serviço, tudo isso com a garantia de um serviço de qualidade que preserve tanto fisicamente quanto psicologicamente as vítimas.

Para Adriano Sarney, deveria ter tido intervenção federal no gov. Roseana

O deputado Adriano Sarney (PV) voltou a insistir, na sessão de ontem, no pedido de intervenção federal na área da segurança pública do Maranhão. “Não existe outra solução imediata, a curto prazo, a não ser a intervenção federal. Não temos tempo para treinar 2, 3, 4 mil policiais e colocá-los na rua em curto prazo. Precisamos de uma intervenção urgente da Força Nacional e do Exército no Maranhão nesse momento”, discursou Adriano na tribuna.

Logo em seguida, o deputado Eduardo Braide (PMN) criticou o discurso do deputado oposicionista e perguntou se ele, diante do caos havido na segurança pública, em 2014, defenderia intervenção federal no Estado, à época sob gestão da governadora Roseana Sarney.

“Sim, sim, sim”, respondeu Adriano Sarney ao ser interpelado na tribuna. Eduardo Braide, de pronto, retrucou: “Está bom, era o que eu queria ouvir. Então, V. Exa. defende que deveria ter havido intervenção no governo passado”.

Eduardo Braide acrescentou que, no ano passado, Adriano Sarney já utilizava redes sociais para se manifestar sobre política no Estado, sabia da situação caótica no sistema de segurança pública e, ainda assim, nunca se dera ao trabalho de defender intervenção federal no Maranhão. Mas agora, com a saída da família Sarney do poder, Adriano está se tornando um enfático defensor de uma intervenção federal no Estado. (Informe JP)

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