Autor: John Cutrim

Pedro Corrêa cita Lobão e Roseana em corrupção da Petrobras

Mais uma delação premiada da Operação Lava Jato causa grande impacto no meio político em Brasília.

O ex-deputado Pedro Corrêa, condenado no mensalão do PT e na Lava Jato, citou o nome de deputados, senadores, ministros, ex-ministros, e um governador, segundo ele, todos envolvidos com a corrupção na Petrobras. Entre eles o do senador Edison Lobão e da ex-governadora Roseana Sarney, ambos do PMDB.

Condenado na Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e preso desde abril de 2015, o ex-deputado federal Pedro Corrêa decidiu colaborar com a Justiça.

A TV Globo também teve acesso aos documentos publicados na edição desta semana da revista “Veja”. Pedro Corrêa, condenado também no escândalo do mensalão do PT, confessou que usou a política para negociar propina por mais de três décadas.

Admitiu ter desviado dinheiro de quase 20 órgãos do governo e deixa claro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do esquema de desvio de dinheiro dentro da Petrobras.

De acordo com a revista, o ex-deputado disse que o ex-ministro e atualmente senador Edison Lobão tinha participação nos contratos com as grandes empreiteiras e que a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney teria recebido dinheiro sujo para suas campanhas.

Segundo o advogado de Roseana Sarney, do senador Edison Lobão, Corrêa conta histórias sem fatos, sem datas e inventa diálogos de dez anos atrás, o que, para ele, é uma desmoralização do instituto da delação premiada.

Diálogo sugere que Sarney recebeu doação ilegal de Machado

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Novos trechos de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, a que a TV Globo teve acesso, mostram que ele ajudou aliados políticos. Um deles foi o ex-presidente José Sarney, mas os diálogos não permitem dizer que tipo de ajuda foi essa.

Na conversa, Sarney aparenta preocupação e quer saber se uma ajuda que ele próprio recebeu de Machado é do conhecimento de mais alguém.

Sarney pergunta: Mas alguém sabe que você me ajudou?

Machado responde: Não, sabe não. Ninguém sabe, presidente.

Não fica claro que ajuda foi essa, sugerindo que José Sarney pode ter recebido doação ilegal e tentou esconder de colegas do PMDB.

A conversa segue sem interrupção, com ambos discutindo uma tentativa de aproximação com ministros do Supremo.

O ex-presidente Sarney fala novamente do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha, como uma pessoa ligada ao relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki. Sarney afirma que Asfor Rocha “fez muito favor” a Teori. No meio do diálogo, Machado reafirma que “ninguém sabe” que ele ajudou Sarney.

Sarney diz: O Renan, eu falo com, eu mesmo falo com ele, mas eu prefiro falar assim com o César Rocha. Prefiro falar com o César.

Machado fala: Ninguém sabe que eu lhe ajudei…

Sarney afirma: Porque o César Rocha, o César, o César Rocha, que é o nosso cúmplice junto com o…

Machado pergunta: Com o Teori?

Sarney responde: Com o Teori. Ele é muito, muito, mas muito amicíssimo lá do tribunal. O César fez muito favor pra ele.

Machado pergunta: O Teori era do tribunal do César?

Sarney responde: Era. O Teori era do tribunal do César.

Machado diz: Sabia não.

Veja: Sarney e Lobão enrolados…

veja

Waldir Maranhão fecha com o Governo Temer

Opositor ao PMDB e contra o impeachment da presidente Dilma, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), acaba de fechar com o Governo Michel Temer. Pesou a mão oculta de Eduardo Cunha, seu padrinho. A despeito de alguns opositores, a maioria dos partidos aceitou o acordão, e Maranhão deve ficar. Foi humilde e pediu desculpas pela trapalhada do cancelamento da sessão do impeachment de Dilma. Pretende tocar pauta governista e atender ao colégio de líderes. Diz que vai priorizar projetos que gerem emprego. “Não serei obstáculo, serei solução”, repete. (IG)

Segundo Sarney, Dilma negociou propina com a Odebrecht

Nas conversas com Sergio Machado, José Sarney afirma que Dilma negociou propina diretamente com a Odebrecht para recebimento via João Santana.

Trecho da conversa em que Sarney diz que vão pegar a Dilma.

SARNEY – A Odebrecht […] vão abrir, vão contar tudo. Vão livrar a cara do Lula. E vão pegar a Dilma. Porque foi com ele quem tratou diretamente sobre o pagamento do João Santana foi ela. Então eles vão fazer. Porque isso tudo foi muito ruim pra eles. Com isso não tem jeito. Agora precisa se armar. Como vamos fazer com essa situação. A oposição não vai aceitar. Vamos ter que fazer um acordo geral com tudo isso.

MACHADO – Inclusive com o Supremo. E disse com o Supremo, com os jornais, com todo mundo.

SARNEY – Supremo … Não pode abandonar.

Em outro trecho, Sarney volta afirmar que Dilma negociou propina diretamente com a Odebrecht.

MACHADO – A Dilma não tem condições. Você vê, presidente, nesse caso do marqueteiro, ela não teve um gesto de solidariedade com o cara. Ela não tem solidariedade com ninguém não, presidente.

SARNEY – E, nesse caso, ao que eu sei, é o único que ela tá envolvida diretamente. E ela foi quem falou com o pessoal da Odebrecht para dar, acompanhar e responsabilizar pelo Santana.

MACHADO – Isso é muito sério. Presidente, você pegou o marqueteiro dos três para o presidente do Brasil. Deixa que o ministro da Justiça, que é um banana, só diz besteira, nunca vi um governo tão fraco, tão frágil e tão omisso. É que estavam dizendo esta semana: a presidente é bunda mole. A gente não tem um fato positivo.

SARNEY – E todo mundo, todo mundo acovardado.

MACHADO – Acovardado.

Por Katia Oliveira

Prefeitura multa e suspende atividades de granja na Santa Rosa

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Uma operação conjunta das Secretarias Municipais da Fazenda, Meio Ambiente e da Saúde de São José de Ribamar resultou, nesta sexta-feira (27), na aplicação de multa e suspensão das atividades de uma granja localizada no bairro Santa Rosa, região limítrofe com a capital São Luís.

A operação foi resultado de denúncias formuladas por moradores, que estavam incomodados, principalmente, com o mau cheiro exalado do empreendimento.

Na semana passada, também atendendo solicitação de moradores, homens da Blitzs Urbana, de São Luís, estiveram no local. Eles não puderam notificar o proprietário, de nome Pedro Augusto Brandão Torres, que apresentou documento de cartório mostrando que o terreno onde funciona a granja está registrado, há mais de 20 anos, no município de São José de Ribamar como imóvel rural.

Santa Rosa é um bairro localizado no território de São Luís. No entanto, como o terreno foi registrado no cartório de Ribamar, os setores da vigilância sanitária, de fiscalização do meio ambiente e de fiscalização da fazenda da prefeitura ribamarense promoveram a inspeção.

Com base no Código de Postura do Município que, no seu artigo 119, não permite este tipo de criação de animais em área urbana, o proprietário, que recepcionou os funcionários da prefeitura, recebeu multas nos valores de R$ 10 mil e 1.260 por possuir estabelecimento funcionando sem licença ambiental ou autorização dos órgãos ambientais competentes; e não possuir inscrição municipal e alvará de funcionamento emitido pela Secretaria Municipal da Fazenda. As atividades da granja foram embargadas por um período de 72 horas, prazo dado para que o proprietário recorra.

Uma venda de frango abatido, também pertencente a Pedro Augusto e localizada ao lado da granja, também teve as atividades suspensas.

Sarney, hein – quem diria? Foi mais amador do que Renan

José Sarney, ex-presidente da República (Foto: Divulgação)

José Sarney, ex-presidente da República (Foto: Divulgação)

Ricardo Noblat – A certa altura de uma das suas conversas com o empresário Sérgio Machado, presidente nos últimos 12 anos da Transpetro, subsidiária da Petrobras, o ex-presidente da República José Sarney, presidente de honra do PMDB, comenta a respeito de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado:

– Renan é muito ingênuo às vezes. Não se entrega documentos a jornalistas. E uma vez, Renan entregou e acabou se dando mal.

O provecto Sarney foi ingênuo pelo menos uma vez na vida – ao falar mais do que devia, e tudo o que não devia, em conversa gravada por Machado, o mais recente e explosivo delator da Lava-Jato. Deu-se mal, muito mal. E deixou mal a presidente afastada Dilma Rousseff.

Sarney vaticinou que a delação de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht, encrencará Dilma. Comparou o poder de destruição da delação de Odebrecht com o poder de destruição de uma metralhadora de calibre ponto 100.

E bateu em Dilma abaixo da linha de cintura ao dizer:

–  A Odebrecht […] eles vão abrir, vão contar tudo. Vão livrar a cara do Lula. E vão pegar a Dilma. Porque foi com ela. Quem tratou diretamente sobre o pagamento do João Santana foi ela. Então eles vão fazer. Porque isso tudo foi muito ruim pra eles

Santana foi o marqueteiro da campanha de Lula à reeleição e das duas campanhas de Dilma. Está preso, acusado de corrupção e de lavagem de dinheiro. Recebeu dinheiro da Odebrecht no exterior e, segundo Sarney, a pedido de Dilma, que nega.

Essa é a revelação mais grave feita por Sarney ao microfone escondido por Machado em sua própria roupa. As demais são embaraçosas, apenas isso, e sugerem que o político sempre cauteloso no uso das palavras está deixando de sê-lo.

Sobre Lula, por exemplo, Sarney fofocou com Machado:

– O Lula acabou, o Lula coitado deve estar numa depressão. […] Eu soube que o Lula disse, outro dia, ele tem chorado muito. […] Ele está com os olhos inchados.

Sarney ficou com a cabeça inchada depois de saber que fora gravado. Coisa de político amador.

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