José-Sarney-O-Globo

Por JM Cunha Santos

Difícil é entender o que leva emissoras de televisão como a TV Mirante e a TV Globo a filmarem cavalos velhos, cansados, aposentados e doentes da cavalaria da Polícia Militar e apresenta-los à população como vítimas de fome e maus tratos perpetrados pela corporação. Mas certamente que a cavalar fome de poder e popularidade que ronda o grupo Sarney desde que o governador Flávio Dino se elegeu tem tudo a ver com isso.

A matéria pode ter sido provocada também pela fome cavalar de lagostas e champanhes importados que Roseana Sarney comprava com o dinheiro do povo para alimentar magistrais regabofes familiares, o que não pode mais. Talvez por isso faça-se necessária a desinfecção dos cochos, das baias e bebedouros da ilha de Curupu para que outras cavalices midiáticas desse nível não sejam cometidas manchando o bom nome da imprensa maranhense.

O episódio nos faz lembrar o poder dos césares romanos, como Calígula que nomeava todo mundo, nomeava tanto que nomeou o próprio cavalo, Incitatus, senador. Como não consegue nomear mais ninguém nessa República, Sarney, destronado, usa as sarnas e acarioses de cavalos velhos e doentes para se vingar do cavalar raquitismo político a que o povo do Maranhão o relegou.

Essa é a típica matéria infectada pelos fungos da inveja e da manipulação, já que o repórter foi obrigado, inclusive, a desconsiderar o relatório da Polícia Militar sobre a real situação da cavalaria.

Cavalos comem muito, ingerem uma quantidade imensa de hidratos e proteínas, mas tem a alimentação regulada pelas horas de trabalho, o que não acontece com essa gente de Sarney que, afinal, nunca trabalhou.