A noite da última quinta-feira, 8, foi de muita agonia e tristeza para todos os meus familiares. Começava uma verdadeira via crucis, vivida pelo meu tão querido avô materno, José Bezerra, que sofreu até a madrugada de sexta-feira, dia em que veio a óbito, após o rompimento de um aneurisma que estava localizado em seu abdômen. Sei que este blog não foi criado para esta finalidade, mas gostaria de compartilhar a minha dor com todos aqueles que me seguem, além de justificar a ausência das minhas postagens nos próximos dias. Fui a sua neta preferida nestes 82 anos em que ele viveu, e com toda a certeza foi o único avô que verdadeiramente conheci. Sei que viveremos dias difíceis, mas espero o consolo em Deus que nunca me desamparou… Obgda por todas as mensagens recebidas e por todos os abraços reconfortantes que me foram dados

Hoje, dois dias em vácuos de abraços!…
Em olhares escurecidos pela saudade
Em lágrimas teimosas em cascatas
Sinto frio, vozinho!
O vento gela o meu sorriso…
Como essa vida nossa é ingrata!
Achamos, Vô, que somos donos do mundo!
Nada disso! Não somos donos nem dos nossos narizes…
Parece que foi ontem, Vô, que eu era tão pequena, franzina e tão chorona…
E vinhas me dar carinho e me fazer levantar dos muitos tombos.
Lembro-me de tudo que me proporcionou na minha infância e do esforço que o senhor fazia pra me deixar alegre quando o visitava!
Eu me sentia protegida e tão feliz!
Mas, um dia, vi que a vida não era assim tão mágica e cresci… meu corpo espreguiçou-se e tive que caminhar sozinha…
E quando pensava que a morte era falácia…perdi o seu colo!
E como sinto aqui esse vácuo imenso chamado saudade!

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Durma bem meu querido Avô!
+ 09/05/2010