José Reinaldo incomoda muita gente

Em 2006 foi José Reinaldo quem comandou a vitória da oposição sobre o Grupo Sarney. Além disso, se encarregou de fortificar e renovar esta mesma oposição. Foi nesta época que nomes como Flávio Dino, Carlos Brandão e Bira do Pindaré, entre outros, despontaram no cenário estadual. Todos devidamente apadrinhados pelo ex-governador. Nesta semana o ex-governador deve assumir o cargo de secretário de governo na Prefeitura Municipal de São Luís, um ato que pode representar um dos piores pesadelos do Grupo Sarney: a unificação da oposição.

O fato é que a possível entrada de José Reinaldo na gestão do tucano João Castelo deve-lhe garantir certa mobilidade política nos meses que antecedem a eleição e impedir uma batalha fraticida que estilhace a oposição.

Aos sarneístas de plantão já começam a acusar o ex-governador de “traição” por não corroborar a estratégia “divididos venceremos” de parte da oposição. O que é obviamente uma grande bobagem. José Reinaldo diverge dos métodos, apenas isso. O líder oposicionista tem como principal meta a eleição do ex-deputado federal Flávio Dino em 2014, isso é fato. Ao contrário de uns e outros que posam de parceiros do comunista, mas querem apenas minutos de fama e favorecimento pessoal.

De fato, o ex-governador incomoda muita gente. O que é muito bom para o Maranhão…

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O silêncio de um grande canalha e a miséria do Brasil

Eu sempre disse que a política criada por Lula “eu não sabia de nada” da Silva pode representar o fundo do poço da história brasileira. O nosso ex-presidente simplesmente institucionalizou a mentira, a cara-de-pau enquanto éthos e transcendeu todos os limites. Hoje em dia qualquer político pego com a boca na botija simplesmente afirma que não sabia de nada e que está sendo perseguido por alguma força do além. Se a vergonha antigamente ainda nos restava como última justiça, hoje não pdoemos mais contar com ela.

Acabo de ver o vídeo produzido pela PF em 2007 que mostra um deputado extorquindo claramente o contrabandista Law Kin Chong. O então delegado Protógenes Queiroz comandava as investigações e, como todos sabem, botou para quebrar com o contrabandista.

O problema é que o deputado EXTORQUIU DESCARADAMENTE Law Kim Chong como mostra o vídeo da época. Protógenes com certeza assistiu o ato criminoso em 2007. O nome do deputado? Luiz Antônio de Medeiros, na época presidente da CPI que investigava a pirataria. Ou seja, usou o cargo para extorquir um investigado e contou com a conivência do delegado que investigava o caso.

O vídeo deixa claro que é Luiz Antônio de Medeiros quem propõe o suborno e que Law Kim Chong não teme o relatório final da CPI. Reitero: mesmo sabendo disso Protógenes “quebrou” um e poupou o outro.

Casos como esse se tornam mais comuns a cada dia. Amanhã Protógenes irá aparecer na TV e dizer que não sabia de nada e que está sendo vítima de uma perseguição da mídia… Pobre Brasil.

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Acordo abre caminho para aprovar leis de crimes virtuais

Da Folha

O vazamento das fotos da atriz Carolina Dieckmann na internet teve um efeito inesperado: ajudou a destravar a discussão sobre a regulamentação da lei cibernética no Brasil, que estava emperrada no Congresso há mais de 12 anos.

Um acordo político possibilitou que o projeto de lei que tipifica crimes virtuais (PL 2.793/11) fosse votado na última terça na Câmara dos Deputados, com a contrapartida de ser aprovado o PL 84/99, conhecido como “Lei Azeredo”, na comissão de Tecnologia -faltarão as comissões de Constituição e Justiça e de Segurança Pública.

Ficou acordado que o projeto relatado pelo deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) será aprovado na próxima reunião da comissão -o que deve acontecer nesta quarta- sem seus pontos mais polêmicos.

O projeto chegou a ser rotulado de “AI-5 Digital” por ativistas defensores da liberdade na rede. Dos 22 artigos aprovados no Senado em 2008, restarão apenas cinco.
Em seguida, será a vez do Marco Civil da Internet, que está em consulta pública.

A proposta, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que nem sequer estava na pauta e que ainda passava por ajustes, foi incluída para votação pelo presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), e aprovada.

“Nós estávamos costurando um aperfeiçoamento, mas não deu tempo”, diz Teixeira. “As pequenas correções podem ser feitas no Senado. Não vejo nenhum prejuízo.” Para ele, é preciso corrigir o tempo de duração das penas.

Teixeira diz que não foi atropelado pelo caso da atriz. “O projeto foi amplamente discutido no governo. O caso da Carolina, que aconteceu depois, repercutiu e contribuiu para a aprovação.”
Após ser alterado e aprovado no Senado, o PL volta à Câmara para análise das alterações. Se aprovadas na Câmara, o projeto de lei segue para sanção presidencial e passa a valer após 120 dias de sua publicação no diário oficial.

Para o relator do PL 84/99, Eduardo Azeredo, a proposta do seu colega foi aprovada por questões políticas.

“Foi usada a força do governo para a aprovação”, diz Azeredo. “Nós já vínhamos conversando para chegar a um consenso. Vamos fazer uma aprovação múltipla.” Ele diz não se sentir traído. “Meu objetivo é que o Brasil tenha uma lei de crimes cibernéticos. Estou safisfeito.”

“Só estamos esperando a aprovação do Marco Civil”, diz Teixeira. “Os três vão ser aprovados em conjunto.”

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21 de maio – Dia Nacional da Cachaça

Muito boa essa piada do Bobagento

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Mano Brown, o maior intelectual da esquerda contemporânea, celebra Marighella, o arrancador de perna e defensor do assassinato de inocentes

Do Blog do Reinaldo Azevedo

E por falar em Carlos Marighella — o terrorista arrancador de perna e que escreveu um Minimanual da Guerrilha em que defende abertamente o terrorismo, inclusive com o assassinato de inocentes e a sugestão de ataque a hospitais —, vejam com que mimo nos brindam Laura Capriglione (a minha eterna Musa das Galochas; este ano, sem enchentes, senti falta do seu estilo) e Marlene Bergamo, na Folha.  Leiam trechos. Volto depois.

*
Tudo era muito simbólico. Um dos maiores porta-vozes da periferia de São Paulo, o cantor e compositor de rap Mano Brown, dos Racionais MCs, escolheu gravar o clipe da música “Marighella” na chamada Ocupação Mauá, encravada no meio da cracolândia paulista. Ali, a prefeitura tem realizado ações visando a valorizar a região e construir um polo de tecnologia e alta cultura, chamado Nova Luz. A música é homenagem ao guerrilheiro Carlos Marighella, fundador da Aliança Libertadora Nacional, morto pela ditadura em 1969.

A gravação foi na noite de terça, dia 15. O cenário do clipe, um antigo hotel no centro da cidade, vizinho à prestigiosa Sala São Paulo, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e defronte à Estação da Luz, foi invadido há cinco anos por pobres, cortiçados e moradores de rua do centro. Hoje, 1.300 pessoas, segundo o movimento dos sem-teto, ocupam o imóvel. Por pouco tempo, esperam os proprietários Mendel Zyngier, Sara Zyngier e Abram Zyngier, que conseguiram há 15 dias na Justiça uma sentença favorável à reintegração de posse imediata.

Ratazanas
O edifício Mauá é um imóvel de seis andares com um grande pátio no meio — vários apartamentos têm janelas para esse fosso. Há 17 anos, os proprietários não usam o imóvel para nada. Há cinco, o prédio estava cheio de lixo e habitado só por ratazanas. Foi quando se deu a invasão. No pátio, hoje limpo e com as paredes decoradas por murais coloridos, foi que os Racionais evocaram a lembrança de Marighella.

“Quem é que disse que esta cidade tem que ter lugar demarcado para morarem só pessoas do tipo A, B ou C? Quem é que disse que pobre só pode morar na periferia?”, perguntou Brown a uma plateia de jovens sem-teto que sabia de cor as imensas letras das músicas dos Racionais. Fãs mesmo.
(…)

Voltei
O estilo de Laura — Marlene faz as fotos — é sempre encantador pela tentativa malsucedida de ser sutil. Notem que a Prefeitura quer “valorizar a região” e incentivar empresas de “tecnologia” e “alta cultura”, coisas que parecem em oposição aos pobres. Marighella era só um “guerrilheiro morto pela ditadura”. Orlando Lovecchio (ler post) que o diga. Pagou com a própria perna para que Laura exercitasse o seu estilo seco, na luta sem classe das palavras.

Ao descrever o prédio antes e agora, a gente nota um certo desprezo por um dos Direitos Universais do Homem: o direito à propriedade — garantido também por aquele livrinho ridículo: a Constituição.

E Mano Brown? Esse rapaz e seu grupo perceberam que a imprensa que eles adoram detestar adora amá-los e transformá-los em grandes pensadores. Quem exalta Marighella numa música, sendo aquele facínora quem era, está obrigado a dividir os próprios bens com os pobres que servem de massa de manobra para suas rimas sem-teto e sem-verso.

Certa vez esse sujeito foi ao Roda Viva. Disse lá as suas barbaridades. Na plateia, fingindo-se de entrevistadora, Maria Rita Kehl — aquela que está na Comissão da Verdade e não quer apurar os crimes de Marighella, que seu ídolo agora idolatra. Vejam como tudo se encaixa na Lei da Barbárie.

Brown concedeu uma entrevista à Folha Online, em que fala como urbanista e analista político. Leiam um trechinho. Volto depois.
(…)
E a prisão do rapper Emicida em Belo Horizonte?
O Brasil está em transição. O Brasil não sabe se é um país moderno ou se ainda está em 1964. Essa geração da direita… eles falam que não existe direita, mas existe direita. Kassab é de direita, Alckmin é de direita, certo? Eles falam que não, mas têm o mesmo modus operandi dos caras da antiga, de usar a força, de usar o poder e de passar para frente o B.O. para outro resolver.

(…)
O que acha da Comissão da Verdade?
Tem que fazer justiça mesmo. Tem que buscar o pé da fita mesmo, como dizem lá na minha quebrada, e tem que punir quem tem que ser punido. Se é que eles estão vivos ainda. Vai punir quem? Quem tá vivo para ser punido? Igual o [ditador chileno Augusto] Pinochet, que foi preso com oitenta e tanto. Vive bem, dorme bem, come bem, aí vive 90 anos. E o trabalhador mesmo…

Voltei
Por que o tal rapper Emicida foi preso em Belo Horizonte (nem Kassab é prefeito da cidade nem Alckmin é governador de Minas), no dia 13? A própria Folha explica:
“Aos 47min58seg, quando Emicida entra no palco, ele manifesta apoio à ocupação Eliana Silva, localizada na mesma região do show. Na sexta-feira (11), a PM de Minas Gerais cumpriu uma liminar de reintegração de posse e despejou as famílias que ocupavam o local.
‘Antes de mais nada, somos todos Eliana Silva, certo? Levanta o seu dedo do meio pra polícia que desocupa as famílias mais humildes. Levanta seu dedo do meio pros políticos que não respeitam a população e vêm com nóis nessa aqui, ó. Mandando todos eles se foder, certo BH? A rua é nóis’, disse o rapper antes de começar a cantar ‘Dedo na Ferida’.”

Viram que rapaz delicado e prudente, incitando a massa presente contra a polícia? A propósito: por recorrer a linguagem e incitação semelhantes, a cantora Rita Lee foi presa, e por justíssimos motivos, pela polícia de Sergipe, estado governado pelo PT. Mais: os policiais decidiram recorrer à Justiça pedindo indenização por danos à honra. É o PT de direita, diria Mano Brown, este monumento do pensamento contemporâneo!

Encerro
Escrevi um post há alguns anos sobre as bobagens que fala o já coroa Mano Brown, embora se fantasie de garotinho rebelde. Não há dia em que não cheguem comentários que apelam à linguagem mais agressiva e ao mais baixo calão. Na última, um sujeito prometeu me matar com fuzil. Desta vez, chegando algo semelhante, mandarei para a polícia. Afinal, sou “de direita”, certo?

Ora, eles se sentem nesse direito! Peguem o conjunto da obra. O pacote aponta para a glamorização da ilegalidade e da violência, cantando-se, de quebra,  as glórias de Marighella, que aleijava quando não matava — um pobre “guerrilheiro de esquerda morto pela ditadura”, como escreve Laura.

Tudo faz um sentido danado! Mano Brown é hoje o mais sofisticado pensador da esquerda brasileira. Roberto Schwarz está contestando só agora um livro que Caetano Veloso escreveu há 15 anos! E Marilena Chaui ainda não terminou a defesa de Delúbio Soares…

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A reza do crescimento

Por João Pereira Coutinho*

Os líderes mundiais reuniram-se na cúpula do G8 e rezaram em coro: crescimento, crescimento, crescimento. Barack Obama, em coletiva de imprensa, disse que os europeus finalmente concordaram sobre o tema. François Hollande, o novo presidente francês, seguiu a mesma pauta. E até Angela Merkel, a medo, lá disse a palavra.

Existe nos líderes a crença primitiva de que “crescimento” é uma questão de fé. Se repetirem a palavra várias vezes, a economia europeia sai do buraco já a partir de amanhã.

Infelizmente, os líderes esqueceram-se de responder a uma pergunta fundamental: e como gerar esse crescimento?

Mistério. Absoluto. Não houve da boca dos líderes uma vaga explicação sobre a matéria. O que permite concluir que o “crescimento” de que fala o G8 resume-se à repetição de medidas “neokeynesianas”, com os estados da Europa a jogarem dinheiro para cima das economias endividadas.

Ideia simpática. Pena que impraticável. Com a exceção da Alemanha (e da Finlândia), a crise do euro não poupou ninguém e o cenário de estagnação é arrepiante.

E a Alemanha, até prova em contrário, é habitada por alemães e, como lembra a colunista Janet Daley, no “Telegraph” de Londres, regida por uma lei constitucional alemã.

Por outras palavras: o mundo inteiro pode exigir “crescimento”, ou seja, exigir que a Alemanha esteja disponível para fazer transferências maciças de recursos para os países endividados; que aceite os famosos “eurobonds”, títulos de dívida da zona do euro, pagando juros mais elevados; e que contribua para uma alteração dos estatutos do Banco Central Europeu, transformando a instituição numa espécie de credor de último recurso dos Estados.

Tudo isso esbarra com a realidade. Repito: a chanceler Merkel responde perante o seu eleitorado, que se opõe a qualquer uma dessas medidas; e, sobretudo, responde perante a lei do seu país.

A cúpula do G8 não produziu nada, exceto impasse: o exato impasse que tem consumido em recessão e desemprego os países da União Europeia, amarrados a uma moeda inviável e com a saída iminente da Grécia (custo: 750 bilhões de euros para a economia europeia, em uma estimativa conservadora).

Tudo isso poderia ter sido evitado? Ou, pelo menos, preparado? Naturalmente que sim: se tivesse havido a sensatez e a coragem de perceber que o primeiro resgate da Grécia só levaria a um segundo, e que um segundo não levaria a lugar nenhum enquanto a Grécia permanecesse em uma moeda que não pode desvalorizar.

Os líderes da Europa preferiram não contemplar esse cenário, chutando o problema para o dia seguinte.

E hoje, reunidos em Camp David, os mesmos líderes continuam a negação da realidade, esperando que a mera repetição de uma palavra tenha efeitos milagrosos. Não me lembro de ver semelhante espetáculo de fanatismo e cegueira na política do nosso tempo.

* Escritor português e doutor em Ciência Política.

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Vale negocia permissão para atracar navios em vizinhos da China

Da Folha

Barrada na China, a Vale negocia com outros países asiáticos a permissão para atracar em portos da região com seus meganavios cargueiros, capazes de transportar até 400 mil toneladas de minério de ferro.

Segundo José Carlos Martins, diretor-executivo de Minério de Ferro e Estratégia da Vale, portos do Japão e da Coreia devem receber os navios, ainda que não a plena capacidade. As embarcações podem “aliviar” parte da carga em terminais flutuantes nas Filipinas –um já está em funcionamento– e há previsão de instalação de outra unidade –um navio que estoca minério.

O executivo disse que os 35 supercargueiros (a maior parte deles ainda em construção em estaleiros da China e Coreia) foram projetados para operar em portos chineses, mas enfrentaram a resistência das companhias de navegação locais. Apenas uma embarcação aportou na China.

Diante da pressão das empresas chinesas, o governo alterou as regras portuárias e estabeleceu que as autorizações para descarregar em terminais marítimos do país passariam a ser uma prerrogativa do governo central, e não mais de cada um dos portos.

Para driblar o problema, a Vale deslocou os navios para rotas na Europa –onde portos na Holanda e Itália recebem as embarcações– e desenhou uma estratégia de construção de centros de distribuição na Ásia. Um já opera em Omã e outro está em construção na Ásia.

MERCADO

Passado o período de chuvas no Brasil e furacões na Austrália, os preços do minério de ferro se recuperam e a tendência é de maior estabilidade nos preços do minério de ferro neste e nos próximos trimestres, segundo Martins.

O executivo disse que os preços, porém, vivem um período de recuo após o fim dos problemas climáticos. De todo modo, Martins crê que o minério oscile na faixa de preço de US$ 120 a US$ 180 a tonelada. Hoje, está na casa de US$ 135 a tonelada.

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Segredos de Cavendish preocupam PT e seus aliados

De Veja

Acusada de irregularidades e pagamento de propina, a construtora Delta, uma das maiores do país, agoniza. Nos bastidores, seu dono ameaça revelar segredos que comprometeriam políticos e outras grandes empreiteiras

É absolutamente previsível a explosão que pode emergir de uma apuração minuciosa envolvendo as relações de uma grande construtora, no caso a Delta Construções, e seus laços financeiros com políticos influentes. A empreiteira assumiu o posto de líder entre as fornecedoras da União depois de contratar como consultor o deputado cassado José Dirceu, petista que responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) no papel de “chefe da organização criminosa” do mensalão. Além disso, consolidou-se como a principal parceira do Ministério dos Transportes na esteira de uma amizade entre seu controlador, Fernando Cavendish, e o deputado Valdemar Costa Neto, réu no mesmo processo do mensalão e mandachuva do PR, partido que comandou um esquema de cobrança de propina que floresceu na gestão Lula e só foi desmantelado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff. A empreiteira de Cavendish é dona da maior fatia das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tem contratos avaliados em cerca de 4 bilhões de reais com 23 dos 27 governos estaduais. Todo esse império começou a ruir desde que a Delta foi pilhada no epicentro do escândalo envolvendo o contraventor Carlos Cachoeira. Se os segredos de Cachoeira são dinamite pura, os de Cavendish equivalem a uma bomba atômica. Fala, Cavendish!

Na semana passada, a CPI do Cachoeira aprovou a convocação de 51 pessoas e 36 quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico. Os números foram festejados pela cúpula da comissão como prova inconteste da disposição dos parlamentares para investigar os tentáculos da máfia da jogatina nos partidos políticos, na seara das empreiteiras e na administração pública. Sob essas dezenas de votações, no entanto, esconde-se a operação patrocinada pelo ex-presidente Lula e alguns políticos para impedir que a bomba atômica de Cavendish seja detonada. A estratégia é enaltecer as convocações e quebras de sigilo relativas a empresas e personagens já fartamente investigados pela Polícia Federal. Assim fica mais fácil despistar as manobras para evitar que Cavendish conte tudo — mas tudo mesmo — o que sabe sobre como obter obras públicas pagando propinas a pessoas com poder de decisão nos governos. Investigar a Delta, aliás, foi considerada a tarefa prioritária pelos próprios delegados da Polícia Federal que prestaram depoimento à CPI. Eles disseram que desvendar os mecanismos subterrâneos de concessão de obras públicas no Brasil seria o maior legado da CPI. Fala, Cavendish!

leia texto completo aqui

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Mais uma vez a reação: militares também articulam “comissão da verdade”

Da Folha

Militares reformados das três forças resolveram se unir para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff. Uma comissão paralela foi criada pelo Clube Naval para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade. A cada parecer da comissão do governo, o grupo pretende dar sua versão sobre o tema. “Escolhemos oficiais e sócios que participam do dia a dia do clube. Decidimos formar um grupo para acompanhar os trabalhos da comissão e as discrepâncias em relação à nossa verdade”, disse o almirante Ricardo da Veiga Cabral, do Clube Naval.

Sete militares reformados da Marinha foram escolhidos para integrar o grupo que acompanhará os trabalhos da Comissão da Verdade. Todos tem formação em direito. Em reunião, na quinta-feira, na sede do Clube da Aeronáutica, no centro do Rio, os presidentes dos clubes militares apoiaram a iniciativa do Clube Naval de criar uma comissão paralela. Além do almirante Cabral, os presidentes do Clube Militar, general Renato Tibau da Costa e da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista assinaram uma nota em que relatam a visão dos militares sobre a comissão federal. Na nota, afirmam que as famílias dos militares “são totalmente desamparadas e ignoradas pelo Estado, enquanto que às famílias dos antigos militantes tudo é concedido. Honrarias, pensões indenizações”.

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Economia brasileira desacelera no 1o tri

Da Reuters

Ao contrário do que previa o governo, a atividade econômica brasileira entrou 2012 desacelerando. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o primeiro trimestre deste ano registrou alta de 0,15 por cento quando comparado com o quatro trimestre do ano passado.

Essa velocidade é menor em relação à que foi vista entre outubro e dezembro passados, quando o indicador mostrou expansão de 0,20 por cento sobre o trimestre imediatamente anterior.

O BC mostrou ainda nesta sexta-feira que o IBC-Br recuou 0,35 por cento em março frente a fevereiro, registrando o terceiro mês seguido de contração. Em fevereiro, quando comparado com janeiro, o índice mostrou queda de 0,38 por cento, número revisado em relação ao divulgado anteriormente (-0,23 por cento).

Economistas ouvidos pela Reuters previam alta de 0,50 por cento na variação mensal. O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia -serviços, indústria e agropecuária.

A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já sabe que o desempenho da economia no primeiro trimestre deste ano será ruim, o que afetará todo o resultado para 2012. Tanto é que a previsão inicial de expansão de 4,5 por cento do PIB foi descartada e as contas agora giram em torno de apenas 3,2 por cento. Por isso, já estudam novas medidas de estímulos.

No ano passado, o PIB brasileiro registrou expansão de apenas 2,7 por cento, sendo que apenas no quarto trimestre expandiu 0,3 por cento, indicando que a atividade estava se recuperando. O agravamento da crise externa, sobretudo com os problemas na zona do euro, estão impedindo que a economia brasileira retome o fôlego, avaliam o governo e especialistas.

INDÚSTRIA PESA

Na avaliação de economistas, o mau resultado da economia tem sido puxado pelo setor industrial. A equipe de especialistas do Santander, por meio de nota, informou que os números “sugerem que o fraco resultado da indústria pesou mais sobre o indicador (IBC-Br) do que a expansão registrada nas vendas do varejo no período.”

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Vergonha de quê?

Do Chongas

“Sou dependente do cigarro e tenho vergonha disso”, diz Ana Maria Braga

“Sou viciada em vídeo game! Ah… se estiver estressada… umas duas, três horinhas de vídeo game e eu fico nova. Aliás, eu recomendo mesmo. Tem uns agora que a gente interage em pé, se agita, se movimenta, é uma terapia. Eu ganho todas as partidas de boliche. Eu sou boa no boliche!”

“Agora vício feio é o cigarro”, lamenta-se a apresentadora. “Eu fumo e tenho vergonha disso. Sou dependente mesmo!”.

Eu tenho minhas dúvidas Ana Maria… Teria vergonha de outras coisas…

E VIVA O FUMO!

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Eliziane Gama “Pires”

Com a chancela da executiva nacional e atropelando a opinião da maioria absoluta dos líderes da legenda na capital a deputada Eliziane Gama impôs sua candidatura a prefeita. No sábado começou a provar o gostinho amargo do isolamento. Nenhum dos vereadores do PPS (Batista matos e Vieira Lima) compareceu ao evento de lançamento da pré-candidatura. Além deles também ficaram de fora o deputado estadual Othelino Neto e a líder Miosótis Lúcio.

Nesta semana Eliziane Gama tentou demonstrar certo ar de superioridade e compareceu a uma sessão da Câmara de Vereadores que concedeu o título de cidadã de São Luís em que estavam presentes todos os ausentes do sábado.

Dizem que o ato foi um “tapa de luva de pelica”. Sejamos sinceros, isso está mais para “pires na mão” do que para lição de moral.

Eliziane pensou que iria encurralar os demais líderes do PPS na capital e o tiro acabou saindo pela culatra. Não possui liderança o suficiente nem mesmo para convencer os vereadores do próprio PPS, como fará isso com centenas de milhares de eleitores?

O fato é que o desejo de ganhar publicidade na eleição de 2012 pode resultar em certo tipo desmoralização muito difícil de apagar no futuro. Coisas de quem faz política na base do atropelo.

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Dólar acima de R$ 2 e a fala boba de Guido Mantega

Do Blog do Reinaldo Azevedo

O dólar fechou acima de R$ 2, o que não acontecia desde o dia 8 de julho de 2009, valorização de 0,58% só nesta terça. Não há muito o que fazer. Nenhum país é uma ilha. Nem a Grécia nem o Brasil. Estranha foi a reação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comentar ontem o assunto. Fez digressões sobre como isso pode ser positivo para as exportações brasileiras e para a nossa indústria, que se torna mais competitiva e coisa e tal.

Bacana… Olhem aqui: embora a presidente Dilma tenha tentado dar umas lições a Angela Merkel dia desses, não há muito o que Mantega possa fazer, além de, não tendo o que dizer, ficar calado. Que o real supervalorizado (nem entro no mérito sobre os motivos) é ruim para a economia brasileira, isso é evidente. A questão é saber se a valorização do dólar é fruto de corcovos e solavancos da economia mundial em crise ou se decorre da ação do governo brasileiro para impedir a valorização excessiva do real.

Evidentemente, trata-se da primeira hipótese, não da segunda. Evidentemente, essa valorização é fruto da crise europeia, não da ação do governo brasileiro. Também evidentemente, isso concorre para desorganizar a nossa economia, não o contrário. Assim, Mantega poderia optar pelo silêncio em vez de dizer coisas que ele e todo o mercado sabem ser destituídas de sentido.

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Sexo com segurança

A melhor forma de evitar DSTs, gravidez e qualquer outro problema causado por sexo…

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Também quero uma empresa de graça

Por Carlos Brickmann

Por que o caro leitor não pode ser proprietário de uma das maiores empreiteiras do Brasil? Porque não quer: uma empreiteira como a Delta, que embora corra o risco de perder algumas obras é ainda a executora de serviços milionários, com R$ 4 bilhões de faturamento anual, 30 mil empregados e 197 contratos, custa exatamente Zero reais e Zero centavos. Em algarismos, R$ 0,00.

Está no informe publicitário divulgado na quinta pela J&F Participações S/A, dona do frigorífico JBS Friboi: a empresa comunica que assume segunda-feira o controle da Delta Construções, com o direito de substituir quem quiser, inclusive presidente e diretores; a KPMG, multinacional de auditoria e consultoria, fará uma diligência para fixar o valor que a J&F pagará pela Delta. E este valor será pago com os recursos provenientes dos dividendos futuros da própria Delta. “Não haverá necessidade de utilização de recursos próprios ou de terceiros para financiar a operação”, diz o comunicado que anuncia a compra.

Uma empresa enorme, uma das maiores do setor, e não se gasta um centavo para comprá-la. Nada de recursos próprios, nada de recursos de terceiros – nem mesmo do BNDES, sempre pronto a auxiliar com seu dinheiro (ou nosso dinheiro, se o caro leitor assim o preferir) o desenvolvimento dos negócios da J&F.

Não se pode falar em negócio de pai pra filho. Hoje é Dia das Mães ? e quanta gente quer mamar! Este colunista informa que não tem interesse na Delta: quer comprar, nas mesmas condições, a General Motors.

Será que vendem?

Augusto Nunes comenta:

Se o sempre brilhante Carlinhos Brickmann me aceitar como sócio, pago a gentileza com uma ideia que pode garantir não só a compra da General Motors como a perpétua parceria financeira com o BNDES: basta transformar a nova dona da GM numa holding especializada no pronto socorro a  empresas e entidades reduzidas a casos de polícia incômodos para o governo. O sumiço da Delta, por exemplo, foi tramado para salvar bandidos de estimação da morte por afogamento na cachoeira ? e impedir que inundação alcançasse o Palácio do Planalto. Que tal estender a fórmula a outras pendências perigosas?

O BNDES não negaria dinheiro a operações que resultassem na troca de comando em empresas e entidades como as consultorias de Fernando Pimentel e Antonio Palocci, os empreendimentos da família de Erenice Guerra, as agências de publicidade de Marcos Valério, os rebanhos imaginários de Renan Calheiros, as fazendas de araque de Romero Jucá ou a Fundação José Sarney. O Instituto Lula fica para daqui a alguns meses. O desembarque no noticiário político-policial de qualquer coisa administrada por um Paulo Okamoto é tão previsível quanto a mudança das estações.

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Greve de ônibus: o mesmo esquema outra vez…

Do Blog do Marco D’Éça

É sempre assim.

Empresários do setor de transportes coletivos reclamam à prefeitura que estão com orçamento defasado e precisam aumentar a passagem de ônibus para não quebrar.

Logo em seguida,  sindicato dos motoristas e cobradores e articula paralisação, sob o pretexto de que os salários da categoria estão defasados.

A Justiça do trabalho cumpre a sua parte no esquema chamando as “partes” para um acordo, que nunca é celebrado no primeiro encontro.

Os ônibus páram, a população reclama, a mídia transmite tudo ao vivo e o caos se forma.

A prefeitura, então, aceita aumentar as passagens, já que as empresas precisam aumentar o salário dos funcionários.

E a população paga toda a conta…

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Receita líquida da Oi cai no 1º trimestre do ano

Da Reuters

O grupo de telecomunicações Oi sofreu uma queda de quase 2% na receita líquida do primeiro trimestre, mas apresentou uma melhora em outros resultados operacionais para o período sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

O total de unidades geradoras de receita cresceu 7,2% ano a ano, totalizando 70,8 milhões, puxado pelos segmentos de mobilidade pessoal e corporativo, que avançaram 12,2% e 5,5%, respectivamente, sobre o primeiro trimestre do ano passado.

A companhia apresentou números pro-forma como se a reorganização ocorrida em fevereiro e que simplificou sua estrutura societária tivesse acontecido logo no início do ano.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou levemente, em 1,4%, no primeiro trimestre, somando R$ 2,012 bilhões. Enquanto isso, a margem cresceu um ponto percentual, para 29,6%.

Apesar disso, a empresa viu a receita líquida cair 1,9% na comparação anual, fechando o trimestre em R$ 6,802 bilhões.

“A performance da receita está em linha com o cenário previsto no plano estratégico de longo prazo da companhia, considerando que a retomada da trajetória de crescimento se inicia com a melhoria dos indicadores operacionais”, disse a empresa em seu balanço.

O lucro líquido consolidado, que equivale a dois meses dos números da antiga BrT somados a um mês após a reorganização de fevereiro, somou R$ 346 milhões, ante R$ 93 milhões nos três primeiros meses de 2011.

A dívida líquida da empresa somava ao final de março R$ 17,4 bilhões, alta de 21,4% sobre um ano antes.

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Arquivos Zé

Castelo não pode, mas Roseana pode!

As movimentações de alguns agentes do Ministério Público contra o prolongamento da Avenida Litorânea seriam louváveis se não fossem tão particulares. Alguns postulados Lógica afirmam que estruturas não podem apresentar antagonismos entre princípios universais e particulares. Ocorre que, se por um lado o MP se faz tão prestativo e preocupado no caso da Litorânea, parece ter esquecido os impactos da Via Expressa.

Tiro pela culatra?

Durante quase todo seu mandato Castelo foi obrigado a enfrentar uma campanha massiva de destruição de imagem e a confrontar uma série de contratempos administrativos que foram desde a suspensão de convênios até o grande volume de ações do MP contra a Prefeitura. Algumas obras programadas para 2010 e 2011 só puderam sair do papel depois de muito esforço. O anúncio do prolongamento da Avenida Litorânea foi uma dessas obras. Pela boa repercussão nas redes sociais, que rendeu até mea culpa de alguns críticos da gestão, o tiro parece ter saído pela culatra. Se castelo conseguir mostrar ao eleitor de classe média as dificuldades que passou será uma grande vitória. Resta esperar as eleições.

Qual a razão?

Poucos metros separam um retorno da rotatória que liga avenida Daniel de La Touche a Holandeses. O retorno fica localizado em frente a um centro comercial que abriga um posto de gasolina, uma pizzaria e vários outros empreendimentos. Constantemente apressados cortam a avenida na tentativa de pegar o retorno transformando o trecho no mais perigoso de toda a avenida. Meses atrás a Prefeitura iniciou o fechamento do retorno e depois parou. A pergunta que não quer calar: de que serve um retorno localizado a menos de 50 metros de uma rotatória?

Motoqueiros fantasmas

A cada dia que passa a audácia de motoqueiros atinge níveis mais elevados. Depois de transformarem o corredor entre carros em “via expressa”, agora entram na contramão de avenidas e ruas sem nenhum tipo de pudor. A Prefeitura deveria orientar seus guardas de trânsito a multar sem piedade. Aumentaria a arrecadação e impediria uma série de transtornos…

É mentira…

Com o espectro da greve de ônibus por conta da quisilha trabalhista entre motoristas e empresários claro que alguém, ou “alguéns”, iriam tentar tirar uma casquinha da prefeitura. Recentemente andaram afirmando por aí que São Luís tem a passagem mais cara entre as capitais do Brasil. É MENTIRA! Em Belo Horizonte a passagem é R$ 2,70, em Goiânia é R$ 2,50, em São Paulo é R$ 3,00.

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Desmistificando bobagens e falando sério sobre o Código Florestal

Um Código Florestal para o Brasil

Por Kátia Abreu

Feijão e arroz interessam a todos, assim como água limpa e ar puro (Rolf Kuntz, 8/5/2012, no site “Observatório da Imprensa”). Mas esses dois lados não recebem o mesmo peso nas avaliações dos formadores de opinião. Predomina o enfoque da preservação ambiental em detrimento da produção de alimentos.

A proteção do ambiente é, hoje, uma preocupação de todos os seres humanos e vemos com alívio que governos, empresas e consumidores estão mais conscientes de que os recursos da Terra devem ser explorados de modo sustentável.

No Brasil rural não é diferente -basta observar os índices cada vez menores de desmatamento e o desenvolvimento de técnicas avançadas como a agricultura de baixo carbono.

No entanto, também é importante que os países produzam mais alimentos para um mundo desigual, em que atualmente 900 milhões de pessoas passam fome, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Lamentavelmente, essa triste realidade não é considerada pela utopia ambientalista, que tenta separar o inseparável, como se possível fosse discutir ambiente sem considerar o econômico e o social.

Será que é racional abrir mão de 33 milhões de hectares da área de produção de alimentos, que representam quase 14% da área plantada, para aumentar em somente 3,8 pontos percentuais a área de vegetação nativa do país?

Essa troca não me parece justa com os brasileiros, pois corremos um alto risco de aumento no preço dos alimentos sem um ganho equivalente na preservação ambiental.

Reduzir 33 milhões de hectares nas áreas de produção agropecuária significa anular, todos os anos, cerca de R$ 130 bilhões do PIB (Produto Interno Bruto) do setor.

Para que se tenha uma noção do que representam 33 milhões de hectares, toda a produção de grãos do país ocupa 49 milhões de hectares.

O Código Florestal não foi construído para agradar a produtores ou ambientalistas, mas, sim, para fazer bem ao Brasil. Agora, está nas mãos da nossa presidente, a quem cabe decidir, imune a pressões, o que é melhor para sermos um país rico, um país sem miséria, que é a grande meta da sua gestão.

A utopia ambientalista, no entanto, não respeita a democracia política, muito menos a economia de mercado. Há líderes do movimento verde que pregam abertamente um Estado centralizado, com poderes para determinar a destinação dos recursos, da produção e até mesmo do consumo. Nesse tipo de sociedade autoritária, não há lugar para a liberdade e para as escolhas individuais. Salvam a natureza e reduzem a vida humana à mera questão da sobrevivência física.

Mas slogans fáceis e espetáculos midiáticos não podem ofuscar a eficiência da agropecuária verde-amarela. O Ministério da Agricultura acaba de divulgar os dados do primeiro quadrimestre de 2012. Exportamos US$ 26 bilhões, gerando superavit de US$ 20,8 bilhões. Nunca é demais lembrar que o agro exporta somente 30% de tudo o que produz. E, para isso, usa apenas 27,7% do território, preservando 61% com vegetação nativa. Qual país do mundo pode ostentar uma relação tão generosa entre produção e preservação?

Os ambientalistas, em sua impressionante miopia, ainda cobram que a agropecuária deva elevar a produtividade. Nos últimos 30 anos, com apenas 36% a mais de área, a produção de grãos cresceu 238%! Eles não consideram que os índices brasileiros já são elevados e que aumentos são incrementais.

Exigem maior produção em menor área, mas condenam sistematicamente as plantas transgênicas, o uso de fertilizantes químicos e de defensivos contra pragas e doenças, pregando a volta dos velhos métodos tradicionais herdados de nossos avós.

É fundamental que o novo Código Florestal garanta segurança para que o país continue produzindo o melhor e mais barato alimento do planeta.

É inaceitável que o Brasil abra mão da sua capacidade produtiva, deixando de contribuir plenamente para a redução da pobreza, já tendo a maior área de preservação do mundo.

KÁTIA ABREU, 50, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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Fluminense vence Carioca e Botafogo vira freguês

Do UOL

A goleada no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca – 4 a 1 – foi mesmo decisiva para o Fluminense superar o Botafogo. Neste domingo, o time tricolor controlou a pressão alvinegra e não deu chances para os rivais terem esperança em uma virada na final disputada sob chuva no Engenhão. A equipe comandada por Abel Braga mostrou bom desempenho defensivo e garantiu o troféu com nova vitória. Rafael Moura marcou o gol no triunfo por 1 a 0 e definiu o fim do jejum estadual para o Fluminense.

Com o resultado, o clube leva um título que não tinha desde 2005. Assim, o Tricolor das Laranjeiras conquista o 31º título estadual e encosta no rival Flamengo em briga pela hegemonia local. O time rubro-negro soma 32 troféus e vê a posição ameaçada após falhar no Carioca desta temporada, em que sequer chegou às finais da Taça Guanabara – conquistada pelo Flu – e da Taça Rio – vencida pelo Botafogo.

Aos 35min, após nova falta, foi a vez do Botafogo reclamar de pênalti. Gum colocou a mão na bola após lance confuso dentro da área do Fluminense. Antes do intervalo, Deco sentiu lesão na coxa direita e pediu para sair. O camisa 20 deu lugar a Wagner.

Apagado, Elkeson não voltou para o segundo tempo. Herrera entrou no lugar do camisa 9 para dar maior movimentação ao ataque alvinegro. Com a mesma estratégia da primeira etapa, o Fluminense se fechou na defesa. Entretanto, o time não estava arrumado o suficiente para ter oportunidades de contra-ataques.

A pressão do Botafogo não surtiu efeito. Aos 17min, o Fluminense conseguiu sair pela primeira vez com organização e garantiu o seu gol. Rafael Moura aproveitou boa jogada pela esquerda para tocar sem chances para o goleiro Jefferson. O lance esfriou o Botafogo, que só trocava passes e não ameaçava o gol de Cavalieri. Com espaço, o time tricolor era comandado por Thiago Neves e dava trabalho à defesa adversária.

Maicosuel foi expulso e deu ainda mais argumentos para a torcida do Fluminense comemorar. Aos gritos de “olé”, o time de Abel Braga continuou no comando da decisão, teve mais uma grande chance – lance em que Márcio Azevedo salvou em cima da linha – e confirmou o título.

 

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Engenheiro devolve diploma a UFF por causa do “Doutor” Lula.

Por Avelino Rui de Oliveira Taveirós

Roberto de Sousa Salles, Reitor da Universidade Federal Fluminense, comunico que enviei para você nesta data, 7 de maio de 2012, por Sedex (código para rastreamento SI375026628BR), o meu diploma de Engenheiro Industrial Metalúrgico outorgado por essa universidade, anexado a carta no seguinte teor:

Anexado à presente, devolvo a essa universidade, aos seus cuidados, o meu diploma de Engenheiro Industrial Metalúrgico outorgado por essa universidade. Esse diploma foi motivo de grande orgulho para mim, desde quando o conquistei e recebi, até o dia 4 de maio de 2012, quando essa universidade, sub sua regência, outorgou o título de Doutor Honoris Causa a Luiz Inácio “Lula” da Silva.

Não aceito ser bacharel por uma universidade que, por um lado, é tão rigorosa ao selecionar e diplomar seus alunos e, por outro lado, outorga alegremente o título de Doutor Honoris Causa a um indivíduo que ao longo de toda a sua vida pública tem demonstrado reiteradamente profundo desprezo pela educação formal.

Sem levar em conta aspectos éticos e políticos da história desse indivíduo, entendo que qualquer reitor de qualquer universidade que outorgar a ele qualquer título honorífico estará debochando de todos aqueles que concorreram a vagas, cursaram faculdades e se diplomaram nessa universidade. A Universidade Federal Fluminense praticou, sob a sua regência, um ato de vassalagem voluntária que denigre a história da universidade e diminui o mérito de todos que nela conquistaram algum título respeitando a educação formal e se dedicando ao estudo e à aquisição de conhecimento.

A História mostra que muitas pessoas e até mesmo povos inteiros já foram submetidos a vassalagem involuntária. A História mostra também que muitos resistiram e lutaram bravamente contra essa vassalagem involuntária e, independentemente do sucesso ou do fracasso dessa luta, o simples fato de terem resistido e lutado os honra. A grande maioria se acomodou e isso não constitui uma desonra – apenas faz parte da natureza humana. A verdadeira desonra é a vassalagem voluntária – que caracteriza uma minoria que ainda não entendeu e não representa a verdadeira natureza humana.

Preste vassalagem em seu próprio nome. Não envolva a universidade e o seus corpos docente e discente passados, presentes e futuros nos seus atos de vassalagem. Se quer se dar ao desfrute de espojar diante de quem quer que seja, tenha a coragem de fazê-lo em seu próprio nome, sem arrastar no chão a toga da Universidade Federal Fluminense.

Receba, senhor Reitor, o meu profundo pesar e a mais plena reprovação por esse ato.

República Federativa do Brasil, 7 de maio de 2012

Avelino Rui de Oliveira Taveiros, professor da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda, é Engenheiro Industrial Metalúrgico formado na Décima Terceira Turma da UFF.

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Que tipo de debate realmente importa nos 400 anos?

São Luís irá completar quatro séculos de fundação como qualquer cidadezinha provinciana de país semialfabetizado no que diz respeito ao debate político. Neste ano, infelizmente, os meros eleitores serão em número maior que os cidadãos e tanto as eleições quanto nossos quatrocentos anos irão ser tomados por debates inócuos, personificações fáceis e discursos nulos.

Não irá se discutir a bomba relógio no trânsito de São Luís abastecido com a dinamite do aumento desenfreado da população e ampliação exponencial do número de automóveis. Ninguém apresentará um plano de readequação urbana plausível. O óbvio é que se encontre um alvo fácil que todos sabem muito bem qual será…

Alguns irão falar em saúde e obviamente culpar o prefeito João Castelo pela situação de lástima do setor. Contudo, provavelmente ninguém irá tocar no fato de que é o sistema municipal de São Luís atende o estado inteiro. São cerca de cem ambulâncias chegando do interior, dezenas de carros, vans e pacientes em ônibus inchando o sistema municipal todos os dias. Mas, este tipo de debate não pode ser personificado no prefeito. Logo, não serve para a campanha…

Aos incautos cabe aqui uma ressalva: isto não é uma defesa. O prefeito é maduro o suficiente para saber que a partir do momento que assumiu o cargo iria conviver com críticas. Afinal de contas, é óbvio que o prefeito tem responsabilidade por algumas das mazelas que afligem São Luís, mas a maioria absoluta delas não é culpa dele. Basta abrir qualquer página de jornal em janeiro de 2010, exatamente após um ano de mandato, para ver que as ruas já estavam intrafegáveis, a Coliseu era um poço sem fundo escavado em gestões anteriores, o sistema de educação padecia e a falência na infraestrutura era iminente. Basta abrir os jornais da época para conferir que em menos de um ano Castelo já era sentenciado culpado poucos meses depois de ser eleito prefeito… Mas, isso não vem ao caso.

Também não será debatido o abandono da capital do Maranhão pelo Governo Estadual. Em mais de vinte anos foram pouco mais de uma-dúzia de obras relevantes. É claro que nenhum candidato terá poder de reverter isso, mas trazer a luz de uma eleição tal quisilha é salutar para o processo eleitoral.

O que importa se a Caema comandada pela governadora retrata este esquecimento? Roseana Sarney não é candidata, candidato é João Castelo. De que serve discutir sobre os depósitos de esgoto que são nossas praias, se dezenas de bairros não contam com abastecimento d’água e se maioria absoluta não possui sistema de coleta de esgoto minimamente aceitável? Quem vai querer debater municipalização do sistema se o cerne da discussão é repetir “caostelo, caostelo, caostelo” com a intenção de enfraquecer o outro candidato?

O que dizer do IPTU? É claro que esta pauta irá ser colocada e explorada acintosamente na eleição. E todos sabem muito bem como. No entanto, nenhum dos candidatos que irá concorrer com o atual prefeito irá propor um debate realmente necessário sobre o assunto. E isto perpassa pelo fato de que a atual cobrança, além de caduca, equaciona uma casinha no Cohatrac com uma cobertura no Calhau na mesma fórmula. Tentaram mudar isso e alguns erros foram cometidos, claro! Contudo, eles foram mínimos em relação ao núcleo de suas ações: a cobrança de IPTU atual penaliza Prefeitura e população carente enquanto beneficia os ricaços da área nobre da cidade.

O transporte público deficitário também entrará na pauta. Engraçado será ver Tadeu Palácio que governou São Luís em seis dos últimos dez anos reclamando da falência do sistema. E atrás deles virá o rebanho.

A divisão geográfica de São Luís com absoluta certeza será deixada de lado. Casos como os da Cidade Olímpica são complexos demais para algumas cabecinhas. A maioria esmagadora dos moradores daquele setor são de fato cidadãos da capital e enquanto tais desfrutam de serviços públicos dela. Contudo, o bairro é rateado com São José de Ribamar. Como desejar tal debate se os fatores e agentes envolvidos não permitem o apedrejamento público do prefeito?

O fato é que todo povo que não participa de maneira séria dos processos eleitorais aos quais é submetido só pode ter um certeza: não pode reclamar dos tempos obscuros que os precedem. Cair no debate simples é fácil. Pena que totalmente antagônico a perder algumas horas do dia para pensar de maneira racional os problemas que afligem a cidade. Você tem dúvida sobre qual das duas posturas pode mudar a realidade? Você ainda tem dúvidas sobre eu tipo de debate São Luís precisa em 2012?

 

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Internet no país é só a 40ª em velocidade

De Folha

Baixar um arquivo pode levar, no Brasil, até dez vezes o tempo que se gastaria na Coreia do Sul, a líder em banda larga

Faltam cabos de fibra óptica e empresas podem entregar só 10% da velocidade; limite subirá a 60% neste ano

A velocidade média da internet brasileira representa 10% da utilizada na banda larga fixa da Coreia do Sul, a mais veloz do mundo em 2011.

Levantamento da Akamai, empresa americana de infraestrutura de rede, analisou o tráfego de dados na rede da empresa em 187 países.

Numa lista de 50 países com ao menos 25 mil acessos à rede, a Coreia do Sul teve a maior velocidade média, com 17,5 Mbps (megabits por segundo). O Brasil ficou em 40º, com média de 1,8 Mbps -a média mundial foi 2,3 Mbps.

A diferença entre os países é explicada, sobretudo, pelo deficit de cabos de fibra óptica em várias regiões do Brasil, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha.

Na Coreia do Sul, a banda larga se tornou um plano do governo há 20 anos, dando amplitude à rede de fibra óptica, afirma Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil (sindicato das operadoras). No Brasil, só no ano passado o governo colocou em sua pauta a banda larga.

As maiores redes de fibra óptica são de operadoras pequenas, como GVT e Net.

Oi e Telefônica começaram a ampliar as redes em 2011.

CARRO NA ESTRADA

Além dos gargalos na infraestrutura, as empresas não conseguem fornecer a todos os clientes ao mesmo tempo a velocidade contratada.

Ele compara o tráfego na rede ao movimento em uma estrada. A velocidade desempenhada depende da quantidade de “carros” na pista. Se houver um tráfego excepcional, a velocidade cairá.

Uma das saídas seria construir mais “pistas”.

Mas ampliar a rede de fibra óptica é caro. A Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, estimou em fevereiro que o custo para trocar o cabeamento no Brasil é de R$ 100 bilhões (mais que o triplo do que todas as empresas do setor investiram em 2011).

Outro problema é que o preço da conexão de internet por fibra óptica é alto, o que afasta os consumidores.

Para driblar esse efeito, o governo autorizou no ano passado que as teles pudessem vender pacotes que incluem TV por assinatura.

“Só tem sentido ofertar alta banda a baixo custo se você consegue ratear o custo disso de alguma forma”, diz Daniel Domeneghetti, sócio da e-consulting, consultoria em infraestrutura de rede.

Apesar da velocidade média baixa, o Brasil foi o oitavo em fluxo de informações trocadas pela rede, segundo a Akamai. O país respondeu por 4,4% da circulação global de dados na rede. Os EUA lideram o ranking, com 10%.

DOWNLOAD DEMORADO

Segundo Domeneghetti, isso não significa que haja amplo público disposto a pagar por um preço maior. “São pessoas que usam internet no escritório e não ligam se o vídeo demora para carregar.”

A operadoras não são obrigadas a entregar toda a velocidade contratada. Na prática, entregam 10%, mas a partir de outubro terão de chegar a 60%. Em fevereiro, as operadoras passaram a pôr em seus sites um medidor de velocidade, que será obrigatório a partir de outubro.

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“O Globo” denuncia tentativa petista de intimidar imprensa

Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.

É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.

As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”.

Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.

Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento – sem o qual não existe notícia – têm destaque, pela sua importância.

Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.

Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia”.

E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.

O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o “Garganta Profunda”, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.

Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT.

Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

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Alemanha pressiona Grécia por cumprimento de acordos

Da France Presse

A chanceler alemã Angela Merkel quer que a Grécia permaneça na zona do euro, mas o país tem que aderir aos termos de resgate internacional, disse ela, numa entrevista antecipada pelo jornal alemão Passauer Neue Presse.

“Ainda é o caso de que os acordos com a troika (grupo formado pela UE, FMI e Banco Central Europeu) e as metas de reforma sejam cumpridos. Só assim podemos imaginar o retorno da Grécia à estabilidade e ao fortalecimento econômico”, disse Merkel, segundo o jornal.

A chanceler afirmou que nada mudou em relação a sua opinião de que levará tempo para resolver a crise da dívida soberana da zona do euro, e que a Grécia deve permanecer no bloco de moeda única.

ADVERTÊNCIA

A Grécia deve respeitar os compromissos assumidos com os credores e adotar as reformas prometidas se deseja permanecer na zona do euro, advertiu nesta quarta-feira o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, durante um debate em Bruxelas.

“Se a Grécia quer permanecer, e a grande maioria dos gregos quer permanecer [na zona do euro], têm que seguir o caminho que traçamos até agora. Não podemos ter um [o resgate) sem o outro [os compromissos assumidos]“, entre eles um plano de reformas e ajustes integral”, afirmou.

A nação mediterrânea está imersa em um cataclismo político desde domingo, quando os partidos favoráveis à austeridade não conseguiram a maioria para formar um governo.

A oposição, que vai da extrema-direita à esquerda radical, está irremediavelmente dividida. O cenário pode resultar em novas eleições dentro de um mês.

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Caixa e BB não têm os menores juros mesmo com cortes, diz BC

Da Reuters

Mesmo com a série de cortes agressivos de juros anunciados desde o mês passado, os estatais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não têm as menores taxas do mercado, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Central.

A autoridade monetária apresentou uma tabela com taxas médias praticadas no mercado por instituições financeiras em quatro linhas para pessoas físicas (cheque especial, CDC, compra de veículos e compra de bens) e cinco para empresas (desconto de duplicatas, capital de giro prefixado, conta garantida, compra de bens e capital de giro flutuante).

O período da pesquisa foi de 19 a 25 de abril, após o início da primeira rodada de redução de juros de Caixa e BB, em meio aos esforços do governo para tentar forçar a queda dos spreads, a diferença entre o preço que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram de clientes.

Numa das linhas divulgadas pelo BC, a de conta garantida, o BB aparece como dono da trigésima melhor taxa, num ranking com 38 instituições.

No cheque especial para pessoas físicas, a melhor taxa mensal colhida pelo BC foi a do Banco Prosper, de 2,11% ao mês. A pior, do trigésimo primeiro, foi a do Santander Brasil, em 10,34% ao mês.

A melhor taxa do crédito pessoal, segundo o BC, foi do Banco BVA, com 0,73% ao mês. Caixa e BB apareceram com a décima terceira e trigésima segunda melhores taxas, respectivamente, de um total de 91 instituições consultadas, nesse caso.

Bancos de montadoras ofereceram as cinco melhores taxas para financiar a compra de veículos, à frente do BB. Nessa linha, a Caixa teve a vigésima terceira taxa mais atrativa, atrás de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil.

A Caixa ofereceu apenas a trigésima primeira melhor taxa, de um total de 38, para aquisição de bens.

Ambos os bancos públicos têm sustentado que as taxas menores que têm oferecido são dirigidas a clientes com os quais têm maior relacionamento. Em várias das linhas, os juros mais baixos exigem como contrapartida que os clientes tenham conta corrente no banco. O argumento é que esse modelo permite ao banco manter maior controle sobre a inadimplência.

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Hollande dissolverá o socialismo?

Por Guy Sorman -

Os franceses confirmaram a sua criatividade política. Em outras democracias ocidentais, uma eleição presidencial leva a uma vitória clara de um lado contra outro, juntamente a uma aprovação de um programa mais ou menos previsível. Foi esse o caso das eleições francesas? Em 22 de abril, no primeiro turno da eleição, os franceses escolheram aquele cujo discurso lhes falou mais perto do coração entre dez candidatos à presidência. Ontem, no segundo turno entre os dois desafiantes restantes, rejeitaram o incumbente presidente Nicholas Sarkozy e elegeram o socialista François Hollande. Foi o fim da batalha? Certamente não, já que as plataformas de ambos eram vagas: baseado no programa de Hollande, continua impossível prever como ele vai governar e, mais que isso, como ele irá lidar com a  crise econômica. Vamos tentar uma análise mais profunda dos rounds presidenciais, dois deles já completos e um terceiro por vir.

O resultado mais significativo do primeiro turno foi revelar o peso do chamado voto populista. Muito já foi escrito sobre o surgimento da Frente Nacional de Extrema Direita: com um pouco mais de 18% dos votos, Marine Le Pen superou as conquistas passadas de seu pai, o fundador do partido. Simultaneamente, no outro lado do espectro ideológico, o candidato da extrema esquerda, Jean-Luc Mélenchon, apoiado pelo Partido Comunista, conseguiu 11%. Alguém talvez adicione a esses dois candidatos uma galeria de trotkistas e ecologistas radicais. Juntos, eles levaram 1/3 dos eleitores. Devemos somá-los? Aparentemente, eles pularam um no pescoço do outro. Entretanto, quando escutamos seus discursos vorazes e lemos suas plataformas incendiárias, percebemos que  dividem o mesmo ódio contra a Europa, a globalização e um mercado livre. Eles mais ou menos representam os mesmos esquecidos e oprimidos segmentos da população francesa, aqueles que vivem na nostalgia do glorioso passado francês (a Revolução ou o Império), empregos estáveis, livres de competição, protegidos por altas barreiras tarifárias. A extrema direita pode ser mais xenófoba e a extrema esquerda mais revolucionária, (mas) ambas dividem um anti-europeanismo, anti-euro, antimercado, uma agenda anticompetivismo: todos defendem um Estado mais forte para proteger a chamada maneira francesa  contra qualquer atentado – ideológico ou étnico – estrangeiro. Em poucas palavras, 1/3 dos franceses, no primeiro turno, engrossou o limite  populista que impregna  a Europa Ocidental. Será difícil governar a França quando 1/3 dos seus cidadãos se sentem privados dos seus direitos, prontos para dizer não à direção global da sociedade francesa. Após esse primeiro round,   Hollande e Sarkozy, não importando as diferenças, pertencem à mesma interpretação racional da sociedade, da economia e do Estado.

O segundo turno confirmou o quão próximos os candidatos estavam. Isso pode parecer contra-intuitivo já que Hollande deveria ser o candidato da esquerda e Sarkozy, da direita. A retórica de ambos, no entanto, provou ser mais apimentada que o conteúdo de seus programas. Hollande não é mais o tipo de socialista que a França nutriu até a época de François Mitterrand, presidente de 1981 a 1995: ao contrário de Mitterrand, ele se parece mais com os sociais-democratas  alemães ou com o Partido Trabalhista inglês do que com a obsoleta tradição marxista. Ele certamente não propôs a nacionalização das indústrias e dos bancos, a essência da plataforma de Mitterrand nos anos 1980. Hollande mal mencionou a necessidade de investimentos públicos para reacender o crescimento econômico; ele provou ser muito cauteloso quando prometeu um aumento no número de professores (o âmago eleitoreiro do Partido Socialista); não propôs se livrar das usinas de energia nuclear (só de uma). Acima de tudo, numa completa retribuição  da tradição socialista francesa, Hollande prometeu balancear o orçamento do Estado em concordância com os tratados europeus e não disse uma só palavra contra a independência do Banco Central Europeu (BCE). Como única modesta concessão frente à estratégia de austeridade liderada pela Alemanha, ele irá pedir aos parceiros europeus para adicionar a palavra “crescimento” aos deveres estatutários do BCE, cujo único dever até agora é manter a estabilidade dos preços.

Tamanha guinada do socialismo como nós o conhecemos para uma democracia social de centro afunilou  o espectro ideológico  com a plataforma mais direitista de Sarkozy. Sendo a direita francesa tradicionalmente mais estadista que as defensoras do  mercado livre, o debate entre os dois opositores foi uma competição pela virtude financeira: cada um acusou o outro de não estar à altura da tarefa de reduzir o déficit público. Sarkozy raramente mencionou qual inovação econômica e empreendedora poderia ser trazida para (ou usada na) a economia francesa. Ao escapar do debate econômico,  tentou deslocar a controvérsia com Hollande para um fórum mais mitológico da identidade nacional e para o controle de fronteiras, o ponto fraco da esquerda visto de uma perspectiva populista e de direita. Sem sucesso.

No final do segundo turno, a vitória de Hollande parece assim ser menos uma escolha do que uma rejeição a Sarkozy. Hollande ainda é relativamente desconhecido, nunca exerceu  cargo público em âmbito nacional e continua um candidato não empenhado.

O referendo traz para o papel um político sem experiência, sem uma agenda clara: qualquer decisão que ele tiver de tomar sob a pressão da crise econômica será um retrocesso à sua legitimidade, espremida entre a falta de um programa, 1/3 dos franceses populistas e os  apoiadores do último presidente. O terceiro round  ainda está por vir e será dessa maneira o mais difícil de ganhar. O novo presidente não será confrontado pela escolha democrática de eleitores e pesquisas, mas pelo comportamento imprevisível daqueles franceses sempre prontos a ir às ruas de um lado e pelos mercados financeiros do outro. Com forças policiais suficientes, um presidente talvez consiga controlar as ruas de Paris, mas nenhum pode forçar Wall Street a comprar contas do tesouro francês por uma taxa sustentável. Até agora, nenhum chefe de Estado, em lugar algum, seja na Espanha, Estados Unidos ou Japão, criou um jeito de escapar da necessidade de balancear o orçamento. Todas as economias ocidentais sofrem de uma divida insustentável, todas à beira de uma crise de débito: uma doença  nascida de 30 anos de imprudentes extravagâncias públicas. As saídas são austeridade e flexibilidade de mercado como pré-condições para o crescimento. Por conta de alguma ironia histórica,  talvez  caiba  a um  presidente formalmente socialista carregar essa mensagem com mais veemência  do que um presidente conservador.

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Pinto Itamaraty e a memória

A verdadeira arte da memória é a arte da atenção”.
Samuel Johnson

O deputado federal Pinto Itamaraty fez severas críticas ao governo do estado e a prefeitura de São Luís. Nada mais normal, ele é deputado e deve se posicionar sobre assuntos do estado. Acredito até que deveria fazer isso mais vezes, só que de uma forma mais fundamentada do que a feita nesta semana.

Pinto afirmou que a desunião entre Roseana e João Castelo aflige a cidade de São Luís, deveria ter separado o joio do trigo. O fato é que Roseana Sarney foi governadora por mais de uma década, seu “trabalho” na cidade se resume a alguns elevados e a luxuosa Lagoa da Jansen. Jackson, Tadeu e Castelo sabem bem como a governadora costuma tratar a cidade.

Nas últimas décadas o único prefeito que experimentou o gostinho de uma parceria entre Governo e Prefeitura foi Tadeu Palácio durante o curto mandato de Jackson Lago. Castelo também começou parcerias com Jackson Lago que foram sumariamente defenestradas pela Governadora após a cassação do pedetista. Portanto, fica fácil perceber onde reside o erro nas declarações do deputado.

Pinto Itamaraty, ao contrário dos preconceitos que sofre, é um político de fibra que se fosse mais proativo poderia ocupar o espaço merecido na política maranhense. Só não pode fazer isso de forma lançando mão em discursos fáceis.

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Acidentes de trânsito são maior causa de morte de jovens no mundo, diz estudo

Do Guardian

Um relatório divulgado na quarta-feira revela que as ruas e estradas hoje são a maior causa de morte de pessoas com mais de 10 anos de idade, e as mortes no trânsito constituem uma epidemia global de saúde que já alcançou proporções críticas.

O relatório Estradas Seguras e Sustentáveis, lançado pela Campanha pela Segurança Global nas Estradas, diz que a segurança rodoviária é um dos maiores desafios de desenvolvimento no mundo e prevê que, se não forem tomadas medidas urgentes, o número de mortos no trânsito suba de 1,3 milhão para 2 milhões por ano.

Hoje 3.500 pessoas morrem por dia em incidentes relacionados ao trânsito, e 50 milhões se ferem anualmente nas ruas e estradas do mundo.

O relatório atribui o alto número de fatalidades às políticas de transporte que priorizam veículos, rodovias e velocidade, em detrimento das pessoas e da segurança. A grande maioria dos mortos no trânsito vem de países em desenvolvimento, e 20 países são responsáveis por 70% das mortes globais no trânsito.

Crianças e jovens são os mais afetados, tanto que acidentes de trânsito hoje constituem a maior fonte isolada de mortes de pessoas na faixa dos 10 a 24 anos de idade em todo o mundo. Em 2004, o último ano para o qual há dados abrangentes disponíveis, acidentes de trânsito mataram mais crianças de 5 a 14 anos que a malária, diarreia, HIV e Aids.

O relatório avisa que, se nada for feito, a espiral crescente de mortos e feridos no trânsito será um obstáculo importante a impedir que o mundo atinja as metas de educação e pobreza definidas nas metas de desenvolvimento do milênio.

A Campanha pela Segurança Global nas Estradas está exortando líderes mundiais a adotarem ações urgentes para integrar o transporte sustentável e a segurança nas estradas na pauta da conferência Rio+20.

Ela avisa que não existe “receita mágica oculta” para lidar com a segurança nas estradas, mas diz que, diferentemente de muitas outras epidemias de saúde, há intervenções possíveis que são simples, baratas e testadas e que simplesmente não estão sendo aplicadas ou implementadas. Elas incluem a implementação das normas sobre o uso de capacetes, cintos de segurança e proibição de consumo de álcool antes de dirigir, além do reforço da segurança dos veículos.

“A epidemia de ferimentos e mortes no trânsito é uma fonte de pobreza, sofrimento humano e desperdício econômico em escala global”, diz Kevin Watkins, pesquisador sênior do Brookings Institution e autor do relatório. “Nas próximas duas décadas a frota de veículos nos países mais pobres do mundo vai aumentar em ritmo inusitado. Diferentemente de algumas outras questões que serão discutidas na conferência Rio+20, esta envolve poucas incógnitas. Não se trata de ciência avançada, mas, mesmo assim, os avanços têm sido dolorosamente lentos.”

“Doadores bilaterais e o Banco Mundial vêm falando há anos em priorizar a segurança das estradas em seus programas infraestruturais, mas o discurso ainda não rendeu resultados.”
O relatório faz recomendações que podem ajudar a prevenir mortes nas estradas, incluindo regulamentação mais rígida para impedir que as montadoras de veículos disputem uma corrida para reduzir as medidas de segurança dos veículos nos países mais pobres. O texto diz que são necessários mais US$200 milhões por ano para apoiar o desenvolvimento de estratégias nacionais de segurança nas estradas nos países em que ocorrem mais mortes no trânsito.

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Produção de veículos no Brasil cai 15,5% em abril

Da Reuters

A produção brasileira de veículos caiu 15,5% em abril em relação a março, para 260,8 mil unidades, informou a associação que representa as montadoras, Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), nesta segunda-feira.

A redução mês a mês foi atribuída pelo presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, principalmente, ao menor número de dias úteis em abril ante março.

No acumulado do primeiro quadrimestre a indústria automotiva no Brasil produziu 998,9 mil veículos, queda de 10,1% sobre igual período do ano passado. Na comparação com abril de 2011, houve queda de 7,5%.

Já as vendas de veículos caíram 14,2% no mês passado sobre março, e foram 10,8% menores ante abril de 2011, para 257,9 mil unidades.

De janeiro a abril, as vendas somaram 1,08 milhão de unidades, queda de 3,4% ante o mesmo intervalo do ano passado.

Em abril, as exportações de veículos do Brasil somaram US$ 1,379 bilhão, recuo de 4,3% sobre março e alta de 5,7% contra um ano antes.

Isoladamente, a venda de caminhões caiu 17,8% em abril sobre o mesmo mês de 2011 e perdeu 18,8% ante março, para 11.113 unidades.

MONTADORAS

A Fiat vendeu um total de 53.519 automóveis e comerciais leves em abril, queda de 19,2% na comparação com março.

A Volkswagen, em seguida, comercializou 50.932 unidades nas mesmas categorias no mês passado, redução de 12,9% frente à março.

A GM teve vendas de 41.381 carros e comerciais leves em abril, abaixo das 45.181 unidades em março.

A Ford, por sua vez, registrou vendas de 24.103 unidades no último mês, queda de 13,8% ante março, segundo mostraram os dados da Anfavea.

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