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Entregue inacabada por Roseana, Via Expressa não resiste à primeira chuva

 Chuva levou trecho da Via Expressa (Foto: Natanael Junior).

Chuva levou trecho da Via Expressa (Foto: Natanael Junior).

Do blog Marrapá

Inaugurada há apenas três meses, a Via Expressa começa a apresentar problemas de estrutura. O asfalto próximo à entrada do Vinhais Velho cedeu após as fortes chuvas da madrugada desta segunda-feira (02).

Entregue às pressas por Roseana Sarney (PMDB), antes da ex-governadora renunciar ao cargo em dezembro passado, a avenida foi inaugurada inacabada, sem a conclusão de vários serviços previstos no projeto inicial.

Atualmente, a Secretaria de Infraestrutura do Estado estuda realizar intervenções para otimizar a via. O governo se recusa a entregar o certificado de conclusão da obra e cogita acionar a justiça para cobrar a execução de todos os itens que foram pagos e não-realizados pela construtora contratada na gestão de Roseana.

Deu no D.O.

De quina pra lua – Nada menos do que cinco contratos com a mesma empresa foram firmados pela Prefeitura de Presidente Dutra para compra de material de expediente e didático. Antonia Lopes – ME deve receber, pela quina, o valor total de R$ 667.307,20 (seiscentos e sessenta e sete mil, trezentos e sete reais e vinte centavos). Os cinco documentos foram assinados no mesmo dia, 29 de janeiro, e são válidos até o último dia de 2015.

De quina pra lua 2 – Outra quina da mesma Prefeitura de Presidente Dutra, dessa vez com a E B de Macedo – ME, chega ao valor total de R$ 1.370.320,00 (um milhão, trezentos e setenta mil, trezentos e vinte reais). Todos os cinco contratos são referentes a compra de fardamento e rouparia, colchas, lençóis, enxovais e tecidos para atender secretarias municipais. Todos foram assinados no dia 3 de fevereiro e quatro deles têm prazo de vigência até o dia 31 de dezembro deste ano. Curioso é que o quinto contrato, no valor de R$ 383.150,00 (trezentos e oitenta e três mil e cento e cinquenta reais) tem prazo de vigência até a mesma data da assinatura: 3 de fevereiro.

Na estrada – Para a recuperação de estradas vicinais a Prefeitura de Barão de Grajaú firmou três contratos com a Empreendimentos Imobiliários Nordeste Ltda. no valor total de R$ 1.443.727,13 (um milhão, quatrocentos e quarenta e três mil, setecentos e vinte e sete reais e treze centavos). Cada um dos contratos refere-se a um lote da obra: dois deles no mesmíssimo valor de R$ 497.630,00 (quatrocentos e noventa e sete mil, seiscentos e trinta reais), e o terceiro com valor próximo, de R$ 448.467,13 (quatrocentos e quarenta e oito mil, quatrocentos e sessenta e sete reais e treze centavos). Os documentos são de janeiro e foram publicados no D.O. em fevereiro.

Dobradinha – Para manter a frota de tanque cheio a Prefeitura de Tasso Fragoso firmou dois contratos com o Auto Posto Fragoso no valor total de R$ 881.960,00 (oitocentos e oitenta e um mil, novecentos e sessenta reais). O valor destina-se a atender apenas as secretarias de Educação e Saúde. Os documentos são de janeiro, publicados em fevereiro e com prazo de execução de 12 meses.

Dobradinha de novo – Em Presidente Juscelino também tem dobradinha, mas para locação de veículos. Quem levou os dois contratos foi a Rabelo e Menezes Ltda., no valor total de R$ 2.144.160,00 (dois milhões, cento e quarenta e quatro mil, cento e sessenta reais). Os documentos são válidos por 12 meses, com vigência no período de 7 de janeiro a 31 de dezembro de 2015. Um contrato será destinado a atender diversas secretarias (no valor de R$ 1.460.160,00 – um milhão, quatrocentos e sessenta mil, cento e sessenta reais) e o outro, somente para o transporte escolar (R$ 684.000,00 – seiscentos e oitenta e quatro mil reais).

Em 12 vezes – A Prefeitura de Senador Alexandre Costa fechou com a Dantas e Barbosa Ltda-ME (Free Way Empreendimentos, Serviços e Locações) contrato de locação de veículos no valor total de R$ 1.048.800,00 (um milhão, quarenta e oito mil e oitocentos reais). O serviço será pago em parcelas mensais de R$ 87.400,00 (oitenta e sete mil e quatrocentos reais) até o final de 2015. O documento foi assinado no dia 8 de janeiro.

Quarteto milionário – A Prefeitura de Itapecuru-Mirim também contratou empresa para locação de veículos leves e pesados. No entanto, em vez de dois, assinou quatro contratos com a mesma empresa, Engenew Empreendimentos e Construções Ltda., que tem a receber pelo serviço um valor total de R$ 3.269.975,28 (três milhões, duzentos e sessenta e nove mil, novecentos e setenta e cinco reais e vinte e oito centavos). Tudo assinado em 6 de janeiro e válido até 31 de dezembro de 2015.

Quarteto milionário em miúdos – Pesado mesmo é o primeiro dos contratos, que chega aos R$ 2.394.777,84 (dois milhões, trezentos e noventa e quatro mil, setecentos e setenta e sete reais e oitenta e quatro centavos) para atender as secretarias que pertencem ao Fundo Geral do Município. Para manter o Desenvolvimento do Ensino – MDE, o contrato é de R$ 303.427,20 (trezentos e três mil, quatrocentos e vinte e sete reais e vinte centavos); para o FUNDEB, de R$ 356.115,84 (trezentos e cinquenta e seis mil, cento e quinze reais e oitenta e quatro centavos), e o Fundo Municipal de Assistência Social ficou com contrato de R$ 215.654,40 (duzentos e quinze mil, seiscentos e cinquenta e quatro reais e quarenta centavos).

Sete em um – E em São José dos Basílios a Prefeitura fechou também um único contrato com a São João Construções Ltda. para locação de veículos. O detalhe é que são sete lotes que chegam a um total de R$ 1.148.592,00 (um milhão, cento e quarenta e oito mil, quinhentos e noventa e dois reais). O documento foi assinado no dia 6 de janeiro e vale até o último dia de 2015.

Sete em um em miúdos – Cada um dos sete lotes do contrato que a Prefeitura de São José dos Basílios firmou com a São João Construções refere-se a um tipo de veículo. Assim, o tipo sedã vale R$ R$ 314.550,00 (trezentos e quatorze mil, quinhentos e cinquenta reais); caminhonete com carroceria aberta: R$ 377.460,00 (trezentos e setenta e sete mil, quatrocentos e sessenta reais); cabine dupla: R$ 83.880,00 (oitenta e três mil, oitocentos e oitenta reais); motocicletas: R$ 12.582,00 (doze mil, quinhentos e oitenta e dois reais); máquinas pesadas: R$ 267.0000 (duzentos e sessenta e sete mil reais); carro pipa: R$ 55.920,00 (cinquenta e cinco mil, novecentos e vinte reais); e pá carregadeira e retro escavadeira: R$ 37.200,00 (trinta e sete mil e duzentos reais).

Só o começo – Terminada a folia, ficam os contratos das festas. Em Palmeirândia, foram R$ 253.940,00 (duzentos e cinquenta e três mil, novecentos e quarenta reais) para o pré-carnaval. A empresa J. J. do Carmo Produções levou o contrato, assinado em 3 de fevereiro, com validade de cinco meses a contar a data da assinatura.

BBC conta em 10 frases os principais marcos de Mujica, após 5 anos de mandato no Uruguai

'Queridinho', Mujica encerra mandato após cinco anos no poder/Foto:AP

‘Queridinho’, Mujica encerra mandato após cinco anos no poder/Foto:AP

Da BBC-BRASIL

Neste domingo, José “Pepe” Mujica encerra seus cinco anos na presidência do Uruguai. Um mandato marcado por reformas controversas, incluindo a aprovação da lei da maconha; algumas dívidas, como na educação; e muitas declarações que ecoaram em todo o mundo.

A BBC conta em 10 frases os principais marcos do mandato de Mujica, que neste domingo passará a faixa presidencial ao ex-presidente Tabaré Vázquez, também da Frente Ampla.

1. “Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade.”

Muitas vezes ele é chamado de o “presidente mais pobre do mundo”, mas José Mujica diz que não é pobre, que o que faz é viver como a maioria dos uruguaios que governa.

Ele mora na mesma casa de campo há décadas, com sua mulher, Lucia Topolansky, e sua cadela de três patas, Manuela.

Ele mora na mesma casa de campo há décadas, com sua mulher, Lucia Topolansky, e sua cadela de três patas, Manuela.

Presidente vive em uma casa simples, onde pretende abrir escola de negócios agrícolas

Seu estilo simples, mas não uma vida “austera” – uma palavra que lembra, segundo ele, os cortes sociais na Europa- despertou certa desconfiança entre seus compatriotas no início, quando eles acreditavam que o país passaria vergonha por ter um presidente que viaja em um carro velho, usa sapatos alpargatas e dirige um trator.

No entanto, ele triunfou no mundo, onde sua humildade foi aplaudida. Seus discursos na Organização das Nações Unidas e suas entrevistas para canais de todo o mundo foram compartilhadas sem parar nas redes sociais.

Mujica também parece ter conquistado a maioria dos uruguaios, já que deixa o governo com um índice de aprovação de 65%, de acordo com uma pesquisa recente da empresa Equipos Mori.

2. “Não é bonito legalizar a maconha, mas pior é dar pessoas ao narcotráfico. O único vício saudável é o amor.”

Legalização da maconha tornou país conhecido mundialmente

Legalização da maconha tornou país conhecido mundialmente

Talvez uma das leis que mais tenha dado fama internacional a Mujica foi a que colocou nas mãos do Estado a regulação estatal da produção, venda, distribuição e consumo de maconha, aprovada em dezembro de 2013, mesmo com a oposição da maioria dos uruguaios.

Essa lei, ainda em desenvolvimento, tem como objetivo frear o avanço do tráfico de drogas e regular um mercado que, de acordo com Mujica, cresce na sombra e está nas mãos de criminosos.

Foram estabelecidos limites para cultivo e venda de maconha, bem como registros de consumidores e clubes de fumadores.

A regra tornou o Uruguai o primeiro país do mundo com um regulamento tão abrangente.

3. “O casamento gay é mais velho do que o mundo. Tivemos de Júlio César a Alexandre, o Grande. Dizem que é moderno e é mais antigo do que todos nós. É uma realidade objetiva. Existe. E não legalizar seria torturar as pessoas desnecessariamente”.

Em agosto de 2013, entrou em vigor a lei do casamento igualitário, o que fez o Uruguai o segundo país na América Latina, depois da Argentina, a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Embora ele tenha recebido críticas da Igreja Católica – menos influente aqui do que em outros países da região-, a medida foi aprovada por uma larga maioria dos legisladores da base do governo e da oposição, gerando menos controvérsia do que outras leis de questões sociais como o aborto ou a maconha.

4. “Legalizando e intervindo, é possível conseguir que muitas mulheres voltem atrás em sua decisão, sobretudo aquelas de setores mais humildes ou que estão sozinhas.”

Mujica provocou polêmcia com leis sobre maconha, casamento gay e aborto

Mujica provocou polêmcia com leis sobre maconha, casamento gay e aborto

Em 2012, o Uruguai tornou-se, juntamente com Cuba, o único país latino-americano a legalizar o aborto -não sem controvérsia.

À época, Mujica disse que a descriminalização poderia não só evitar mortes em interrupções de gravidez feitas clandestinamente, mas também poderia levar a uma redução no número de abortos.

“Todo mundo é contra o aborto. Mas se você dá apoio a uma mulher sozinha que precisa tomar esta decisão, alguns pensam que muitas iriam desistir”, disse.

5. “Somos meio vagabundos, não gostamos tanto de trabalhar. (…) Ninguém morre por excesso de trabalho, mas não é um país corrupto, somos um país decente.”

Com estas palavras, ele fez alguns desafetos entre os uruguaios. Suas declarações causaram muita dor de cabeça para seus assessores.

Presidente reconhece pendências em educação, infraestrutura e outras áreas

Presidente reconhece pendências em educação, infraestrutura e outras áreas

E, embora ele deixe o país com altos índices de aprovação, muitos uruguaios dizem que nem tudo é tão idílico como os estrangeiros podem ser levados a acreditar ao ler reportagens publicadas sobre o país.

Mujica reconhece que nem tudo foi feito e muitas vezes dá como exemplo de sua lista de pendências a falta de infraestrutura, a deterioração da educação ou o aumento da insegurança.

Muitos uruguaios também lembram que, durante seu mandato, viveram episódios que tinham pouco a ver com o “país das maravilhas” que aparecia na imprensa estrangeira.

Isso aconteceu, por exemplo, quando cerca de 12 mil toneladas de lixo se acumularam nas ruas de Montevidéu em uma greve de lixeiros em abril de 2014.

Ou com as grandes greves de professores que têm ocorrido nos últimos anos para exigir melhores salários e condições, que geraram protestos em escolas e faculdades.

6. “Essa velha é pior que o caolho. O caolho era mais político, ela é mais teimosa.”

O caolho a quem Mujica se referia era, no caso, o falecido presidente da Argentina, Néstor Kirchner. A velha era sua mulher, Cristina Fernandez Kirchner, o atual presidente.

Mujica foi flagrado falando assim da colega em 2013. Ele achava que o microfone estava desligado.

O uruguaio pediu “sinceras desculpas” por suas palavras, embora a relação entre os dois países tenha passado por momentos mais graves do que algumas palavras mal colocadas.

Presidente passou por saia justa ao chamar Cristina Kirchner (direita) de "velha"

Presidente passou por saia justa ao chamar Cristina Kirchner (direita) de “velha”

Em 2014, o governo da Argentina informou ao Uruguai que iria recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia (CIJ), alegando que seu vizinho violara o acordo fechado no tribunal no caso da fábrica de celulose UPM (ex-Botnia) localizada em um rio que os dois países compartilham.

O Uruguai e a Argentina haviam travado uma disputa na CIJ em 2006 por causa da construção da papeleira. O conflito havia terminado em 2010 quando o tribunal permitiu a construção, recomendando a criação de uma comissão binacional para avaliar o seu impacto ambiental.

Embora os dois países sejam importantes parceiros comerciais, houve alguns atritos na área no mandato de Mujica.

No entanto, o ex-guerrilheiro sempre defendeu a fraternidade de seu povo com o argentino: “O Uruguai é um país meio esquizofrênico: eles sugam o sangue dos argentinos e, depois, cospem”.

Mas o caso da “velha e do caolho” não foi a única vez que Mujica teve problemas por causa de suas palavras. Após a punição da FIFA ao jogador de futebol Luis Suárez por um incidente em uma partida da Copa do Mundo no Brasil, o presidente do Uruguai lançou uma mensagem controversa às autoridades do futebol mundial:

“A FIFA é um bando de velhos filhos da puta”.

7. “Eu acho que nós estamos sendo usados como ratinhos de laboratório. Por que a Phillip Morris está prestando tanta atenção em um país tão pequeno? Eu tenho certeza que eles vendem mais cigarros em qualquer bairro de Nova York do que no Uruguai.”

José Mujica herdou de seu antecessor -e sucessor- Tabaré Vázquez uma longa disputa com a fabricante de cigarros Philip Morris International (PMI), que acusa o Uruguai de prejudicar o livre comércio com medidas contra o tabaco.

As advertências contra o mal provocado pelo cigarro em 2009 chegaram a ocupar, por lei, 80% dos pacotes -espaço maior que em qualquer outro país. E desapareceram dos maços as palavras “light”, “mentolado” ou “ouro”, restando apenas a marca do cigarro.

A disputa será solucionada pelo Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos, uma agência do Banco Mundial.

O presidente do Uruguai argumenta que a Phillip Morris tenta impedir as políticas anti-tabagismo rigorosas do Uruguai como um aviso a outros países que cogitem implementar medidas semelhantes.

De acordo com a empresa, eles desejam somente ser ressarcidos pelos danos de US$ 25 milhões em perdas comerciais.

8. “Tive que aguentar 14 anos em cana (…) Nas noites que me davam um colchão eu me sentia confortável, aprendi que se você não pode ser feliz com poucas coisas você não vai ser feliz com muitas coisas. A solidão da prisão me fez valorizar muitas coisas.”

José Mujica militou, quando jovem, no Partido Nacional (hoje um dos seus principais opositores) e foi um dos fundadores, nos anos 60, do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros, uma guerrilha urbana de esquerda que praticava assaltos, sequestros e execuções.

Por isso, passou 14 anos preso, parte do tempo em um calabouço, sem acesso a livros ou contato humano. Ele conta que falava com animais para manter sua sanidade.

Sem dúvida, esses anos marcaram sua maneira de ver o mundo e também algumas das suas políticas.

Presidente passou 14 anos preso por sua militância

Presidente passou 14 anos preso por sua militância

Em 2014, o país recebeu um grupo de seis prisioneiros da base americana de Guantánamo, em Cuba, uma medida que foi criticada pela oposição e a qual se opõe a maioria dos uruguaios.

Sob sua liderança houve uma forte controvérsia sobre a tentativa do partido do presidente, a Frente Ampla, de aprovar uma lei para investigar as violações dos direitos humanos cometidas durante o último governo militar (1973-1985).

A chamada Lei de Anistia havia sido submetida a um referendo em duas ocasiões antes da presidência Mujica e população a rejeitou.

Mujica foi contra a anulação da lei, argumentando que seria reabrir feridas e colocar a estabilidade do país em risco: “Eu não sou viciado em viver olhando para trás, porque a vida é sempre o futuro e todos os dias amanhece.”

9. “O que é que chama a atenção mundial? Que vivo com pouco, em uma casa simples, que ando em um carrinho velho, essas são as notícias? Então este mundo está louco, porque o normal surpreende.”

Nos últimos anos, centenas de meios de comunicação estrangeiros chegaram ao o país sulamericano intrigados com a vida de Mujica.

“Isso me preocupa muito, me preocupa como anda o mundo”, disse ele à BBC Mundo em uma entrevista em dezembro.

“Eu vivo como vive a maior parte de meu povo, na política o normal teria que ser o meu modo de vida”, acrescenta.

“Vou à Alemanha e me dão um Mercedes Benz para andar daqui até a esquina – que tem uma porta que pesa três mil quilos- e 50 motos na frente e 50 atrás. Não concordo com isso”, diz ele.

“Eu acho que os governos, presidentes, devem se expressar em todo o tom da sua vida, a sua linguagem, sua maneira de ser, seu modo de vestir, nas relações públicas, como seu povo vive”.

10. “Sim, eu estou cansado, mas isso não para até o dia em que me coloquem em um caixão ou quando eu for um velho esquecido.”

Mujica reconhece que os cinco anos no cargo o deixaram exausto, mas não pretende se aposentar.

“Eu não vou ser um velho aposentado que vai para um canto escrever suas memórias. Eu não vou escrever nada, não tenho tempo, tenho coisas para fazer”.

O presidente planeja abrir uma escola de negócios agrícolas em um galpão atrás de sua casa.

“Vai começar em março, para aproveitar a terra que temos, os meios que temos e assim me divirto com os garotos do bairro”, disse.

E, certamente, tornar-se o principal conselheiro de sua mulher, Lucia Topolansky se, como as pesquisas sugerem, ela se tornar a nova prefeita de Montevidéu após as eleições de maio.

Será apenas filosofal a lama de Cafeteira?

A lama em que vive milhares de maranhenses não é filosofal, mas real tal qual o submundo da política que a alimenta e putrifica

A lama em que vive milhares de maranhenses não é filosofal, mas real tal qual o submundo da política que a alimenta e putrifica

Rogério Cafeteira

Rogério Cafeteira

A que lama se refere o líder do governo na Assembleia Legislativa, Rogério Cafeteira (PSC), ao desafiar a deputada Andrea Murad (PMDB), caso ela queira envolvê-lo nos nebulosos R$ 10 milhões enviados por seu pai, o ex-secretário de estado da saúde, Ricardo Murad, para Miranda do Norte, um município com apenas 26 mil habitantes, onde ela alcançou 20% dos votos ?

Será a mesma que sustenta nossas palafitas e putrifica o submundo da política, o qual ele conhece muito bem por sua temporada passada no condomínio Sarney/Murad ?

O que saberia ele para poder ameaçar os Murad, esses sim atolados até o pescoço?

Um possível silêncio da deputada será sintomático do pavor provocado pelas ameaças de Cafeteira, um ex-aliado que hoje é líder do governo Flávio Dino, que poderia até mesmo aproveitar e fazer uma delação premiada, para que se passe o Maranhão a limpo.

O que a sociedade não pode é ficar na dependência da deputada Murad aceitar o desafio para conhecer e condenar os responsáveis pela lama que submete milhares de maranhenses a extrema pobreza.

Mas se restar somente a ameaça, a lama de Cafeteira será apenas filosofal; imaginária como a pedra que os alquimistas procuravam na Idade Média para transformar qualquer metal em ouro.

Ouro de tolo, deputado.

Católico fervoroso, Roberto Carlos libera regravação de ‘Fé’ para cantora de ‘Tecnomacumba’

Rita Benneditto nem acreditou quando Roberto Carlos a liberou para gravar 'Fé' (Foto: Divulgação)

Rita Benneditto nem acreditou quando Roberto Carlos a liberou para gravar ‘Fé’ (Foto: Divulgação)

Bruno Astuto – Época
Sem essa de ‘toc’ religioso. Até Roberto Carlos rendeu-se ao som afro-espiritual-brasileiro que é marca registrada da cantora e compositora maranhense Rita Benneditto, Conhecida pelo show Tecnomacumba, que trouxe a música de macumba para o universo pop, ao ficar em cartaz por 11 anos ininterruptos (a mais longa turnê da música brasileira), Rita ganhou o aval do Rei para regravar seu sucesso ‘Fé’ (1978). A faixa ganhou pegada roqueira para seu novo disco, Encanto, com o qual ela inicia nova turnê a partir de 6 de março no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Na sequência, ela se apresenta em São Paulo, no HSBC Brasil.

Encanto marca os 25 anos da carreira de Rita, e é tão eclético (e inusitado) que tem ainda as participações especiais de um padre jamaicano (Priest Tiger) declamando o ‘Salmo 24′, e de um pai de santo incorporado em outra faixa (‘Extra’, de Gilberto Gil). Além de parcerias com Frejat, Arlindo Cruz e Paralamas. Dá o play!

Revista Época: Lobão acusado de receber propina no esquema da Petrobrás

O ex-ministro Lobão começa a se complicar no Petrolão

O ex-ministro Lobão começa a se complicar no Petrolão

Revista Época

Em meados de 2008, numa festa infantil em São Paulo, iniciou-se – entre brigadeiros, bexigas coloridas e a algazarra das crianças – a primeira conversa de um negócio que, anos depois, arrastaria para as investigações da Operação Lava Jato um dos banqueiros mais ricos do Brasil. Ali, o empresário Carlos Santiago, mais conhecido como Carlinhos, soube que um grupo de executivos do mercado financeiro, liderados pelo banqueiro carioca André Esteves, pretendia fazer negócios pelo país afora. Carlinhos, dono de uma rede de postos de combustíveis em São Paulo, era uma figura mal-afamada no segmento em que atuava. Fora acusado pela Agência Nacional de Petróleo e por uma CPI no Congresso de adulterar combustíveis. Semanas depois, apesar dessa ficha corrida, Carlinhos já almoçava com Esteves para fechar uma sociedade em postos de combustível. Após o cafezinho, negócio fechado: o banqueiro apertou as mãos de Carlinhos – um “shake hands”, na expressão repetida por Esteves nessas ocasiões. Nascia ali, no fim de 2008, a Derivados do Brasil, a DVBR, uma rede de 118 postos espalhados principalmente por São Paulo e Minas Gerais. Era um dos primeiros negócios de Esteves no que ele gosta de chamar de “economia real”.

época 1No ano seguinte, Esteves e seus sócios criaram o BTG Pactual, conglomerado que se tornou, hoje, o maior banco de investimentos do Brasil, responsável por administrar R$ 138,6 bilhões. Ao fazer negócio com Carlinhos, a turma de Esteves apostou que conseguiria comprar combustível barato e vendê-lo caro. Deu errado. Os prejuízos acumulavam-se. Em 2011, após procurar sem sucesso sócios no mercado privado, Carlinhos e os executivos do BTG recorreram à BR Distribuidora, principal subsidiária da Petrobras, que fatura R$ 86 bilhões anualmente. Em julho daquele ano, a BR topou pagar uma pequena fortuna para estampar sua marca na rede DVBR e assegurar que a rede comprasse combustível somente da estatal. “Houve uma grande comemoração quando o acordo foi fechado. A BR ofereceu uma proposta bem melhor que as outras”, afirma um ex-sócio do BTG que acompanhou a negociação. “O BTG conseguiu reverter parte daquela besteira que cometeu ao se juntar com Carlinhos.” Foi um excelente negócio para todos os envolvidos – menos para a BR, como se descobrirá abaixo.

A BR, naquele momento e desde então, era feudo de uma trinca política: a bancada do PT na Câmara, o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, do PMDB, e o senador Fernando Collor, do PTB. Eles haviam indicado os ocupantes dos principais cargos na estatal. Não é fortuito, portanto, que, nesta semana, Lobão e Collor vão aparecer na lista de políticos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá ao Supremo para investigar na Lava Jato, acusados de receber propina. O presidente da BR naquele “shake hands” era José Lima de Andrade Neto, indicado por Collor e Lobão. Ele continua no cargo.

O investimento da BR no negócio de Esteves e Carlinhos está sob investigação pela força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato. A nova fase de investigações concentrará esforços nos esquemas da BR Distribuidora e na Transpetro – e esquadrinhará as operações da Odebrecht e do BTG, de Esteves, com empresas da Petrobras. ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, ao conteúdo integral do depoimento que o doleiro Alberto Youssef prestou à Polícia Federal no dia 4 de novembro do ano passado. No depoimento, que integra o anexo 31 das delações do doleiro, intitulado BR DISTRIBUIDORA E BTG PACTUAL (BANCO DE ANDRE ESTEVES), Youssef diz que houve propina no negócio com a BR Distribuidora – e que ele, Youssef, foi encarregado de entregar o dinheiro. No total, R$ 6 milhões – metade para Collor, uma parte para funcionários da BR e a outra para o principal operador dos esquemas, Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, amigo antigo de Collor. No depoimento, ele descreve, de memória, as linhas gerais do contrato entre a BR e a empresa do BTG com Carlinhos. Erra, segundo executivos envolvidos no negócio, apenas os valores. Diz que, segundo soube, a BR pagaria cerca de R$ 300 milhões à DVBR. No entanto, a empresa do BTG e de Carlinhos, segundo essas fontes, recebeu R$ 122 milhões da BR, em três parcelas iguais. Foi dessa dinheirama que, segundo Youssef, saíram os R$ 6 milhões de propina.

E como o doleiro poderia saber disso? Ele diz ter sido acionado para o serviço por Pedro Paulo Leoni Ramos. Desde que Collor indicou diretores da BR, no segundo governo Lula, PP passou a ser o intermediário do senador e dos demais políticos nos grandes negócios da empresa, conforme revelou ÉPOCA no ano passado. PP entende do assunto. Na década de 1990, PP fora afastado de seu cargo no governo de Collor precisamente após ser acusado de montar um esquema que beneficiava empresas indicadas por ele em contratos com a Petrobras. Segundo o acertado com PP, Youssef recolheria a propina, em dinheiro vivo, num dos postos de Carlinhos, sua taxa (3% dos R$ 6 milhões) e entregaria o restante a PP. E assim se fez, segundo Youssef. ÉPOCA ouviu a mesma história, há dois anos, de dois interlocutores de Youssef e de PP.

Para cumprir a tarefa, Youssef diz que manteve contatos apenas com Carlinhos e PP – ele afirma que nunca se encontrou com nenhum funcionário do BTG. Afirma que houve dois pagamentos. No primeiro, diz, encarregou dois de seus auxiliares da coleta e da entrega do dinheiro – Rafael Angulo e Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. A outra parte, afirma, fora depositada numa conta de Leonardo Meirelles, um laranja de Youssef, em Hong Kong. Ato contínuo, de acordo com Youssef,
Meirelles realizou algumas operações cambiais e entregou valores em reais a Youssef. Depois disso, Youssef diz ter entregado os recursos a PP. A propósito, segundo o depoimento, foi o próprio PP quem confirmou a Youssef “a participação do BTG nesse esquema”.

Após a assinatura do contrato, o acordo foi submetido à apreciação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que regula a concorrência no Brasil. No final de maio de 2012, os conselheiros do Cade deram o aval ao negócio. Com a decisão do Cade e com o dinheiro amealhado na negociação conduzida por Carlinhos, o BTG enxergou a chance de deixar de administrar postos de combustíveis. O desgaste na relação com Carlinhos e o resultado fraco com a operação dos postos estimularam o pessoal de Esteves a se desfazer de vários deles. Desde a assinatura do contrato, o BTG vendeu 43 postos – e se esforça para vender os demais. Quatro postos foram vendidos para um irmão de Esteves, proprietário de uma rede localizada no Rio de Janeiro. O irmão de Esteves, na verdade, retomou postos que vendera para a DVBR no começo da parceria entre o BTG e a empresa de Carlinhos.

Logo após a assinatura do contrato com a BR, alguns postos da rede DVBR deixaram de exibir a marca BR e de comprar a cota mínima de combustível estabelecida no documento. Em situações semelhantes, a BR costuma entrar imediatamente na Justiça para fazer valer o contrato. Nesse caso, nada fez por dois anos. Contenta-se, há cerca de um ano, a apenas notificar extrajudicialmente os postos da DVBR. Há mais de um ano, ÉPOCA cobra da Petrobras acesso aos termos do contrato com a DVBR. A reportagem recorreu à Lei de Acesso à Informação, mas a Petrobras negou o pedido repetidas vezes.

epoca 2

Em nota, o BTG nega qualquer conhecimento das acusações narradas por Youssef, diz que a sociedade com Carlinhos foi um mau negócio e afirma que o banco vem, aos poucos, encerrando a parceria com o polêmico empresário. Diz a nota: “O Banco BTG Pactual esclarece que o investimento na Derivados do Brasil foi feito pela BTG Alpha Participações, uma companhia de investimento dos sócios da BTG, e não pelo Banco BTG Pactual. O investimento na Derivados do Brasil foi feito em 2009 e foi mantido apartado do Banco BTG Pactual desde então. O investimento, que nunca foi relevante nos negócios da companhia de sócios, foi malsucedido e apresentou perda de 100% do capital investido. Nunca houve qualquer distribuição de dividendos ou qualquer forma de retorno de capital. Ao longo do tempo, por diferenças de visões estratégicas e empresariais, a sociedade foi desfeita e o processo de cisão vem sendo conduzido há mais de dois anos. Nunca houve nenhum outro investimento da companhia de sócios no setor de distribuição e comercialização de combustíveis”.

Também em nota, a BR Distribuidora afirmou que o contrato com a DVBR foi importante para aumentar sua participação no mercado, principalmente em São Paulo, e que o preço do acordo foi compatível com o mercado. Afirmou ainda que o representante do BTG nas negociações com a BR Distribuidora foi Carlos Santiago. O presidente da BR admite conhecer Pedro Paulo Leoni Ramos, mas nega ter tratado do assunto DVBR com ele. Disse, ainda, ser funcionário de carreira da Petrobras e que sua indicação para o cargo foi submetida por Lobão. Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, por meio de nota, negou “qualquer atuação em negócios referentes a ‘embandeiramento’ de postos pela BR Distribuidora” e que “desconhece informações relativas ao assunto”. Em nota, o senador Fernando Collor disse que as declarações de Alberto Youssef “padecem de absoluta falta de veracidade e credibilidade, ainda mais quando recolhidas e vazadas de depoimentos tomados em circunstâncias que beiram a tortura de um notório contraventor da lei, agravados por suas condições físicas e psicológicas”.

Empresários indianos anunciam intenção de investir no Maranhão

O secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo em reunião com empresários indianos

O secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo em reunião com empresários indianos

O AdityaBirlaGroup, um conglomerado de empresas com sede em Mumbai, Índia, anunciou que pretende investir no Maranhão. O anúncio ocorreu durante visita do presidente do grupo, Anil Jhala, à Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc) nesta quinta-feira (26). Segundo o executivo, a intenção é iniciar estudos de viabilidade técnica ainda este ano.

Durante a visita, o secretário de Estado da Indústria e Comércio, Simplício Araújo, apresentou as potencialidades do estado e os planos de investimentos definidos pelo Governo do Maranhão para os próximos anos. Simplício Araújo também destacou a localização estratégica do Porto do Itaqui em relação ao mercado nacional e internacional.

Já Anil Jhala afirmou que o Maranhão é o foco dos negócios do AdityaBirlaGroup para 2015 e que percebe que o Governo está aberto aos novos investimentos que podem se instalar no estado. “Percebe-se a receptividade do novo governo para novos investimentos e isso nos fez vir ao Maranhão em busca dessa parceria. Pretendemos estreitar os laços para que, em breve, o Maranhão receba as instalações de uma unidade do grupo AdityaBirla”, disse.

Teresa Murad cria secretaria para abrigar Ricardo Murad na prefeitura

A prefeita Teresa Murad e o marido, Ricardo Murad: governo familiar em Coroatá

A prefeita Teresa Murad e o marido, Ricardo Murad: governo familiar em Coroatá

Com informações do site Coroatá de Verdade

Depois de deixar um débito da secretaria de estado da saúde de R$ 184 milhões (leia Aqui), Ricardo Murad assumiu na última sexta-feira uma secretaria especialmente criada pra ele por sua esposa, Teresa Murad, na Prefeitura de Coroatá.

A nova secretaria criada somente para empregar Ricardo Murad é a Secretaria Extraordinária de Inovação e Modernização, que funcionará, segundo dizem, no sítio Cajueiro, de sua propriedade e é de lá que sairá todas as ordens da prefeitura.

Ele já teria inclusive chamado todos os cargos comissionados para reuniões periódicas, já visando as eleições de 2016.

O novo cargo, no entanto, não lhe garante nenhuma prerrogativa caso se confirmem o mal uso do dinheiro público durante sua gestão “moderna e inovadora” à frente da Secretaria de Estado da Saúde.

Murad responde a várias denúncias, uma delas é o superfaturamento de 30% nos contratos de serviços e fornecedores, segundo resultados preliminares da auditoria promovida pela Secretaria de Transparência e Controle, do novo governo Flávio Dino.

Na última quarta-feira o Ministério Público o acusou de improbidade administrativa por irregularidades em convênio com o município de Pinheiro.

Com a experiência adquirida no governo do estado, a população de Coroatá tem agora um secretário de gabarito, e que se prepare para as inovações que vêm por aí…

Ricardo secretario

Rogério Cafeteira ameaça revelar como foi feito e quanto custou a eleição de Andrea Murad

Rogério Cafeteira e Andrea Murad: sorriso no passado e troca de acusações no presente

Rogério Cafeteira e Andrea Murad: sorriso no passado e troca de acusações no presente

Do blog do Jorge Vieira

Ao tentar defender o pai Ricardo Murad das acusações que pairam sobre sua gestão na Secretaria de Saúde do Estado e de ter construído hospitais “elefantes brancos” no interior do Maranhão e acusar o governador Flávio Dino de suposto “vazamento” para a imprensa local de informações sobre o processo em que Muard é acusado de improbidade administrativa, a deputada Andrea Murad, acabou ouvindo poucas e boas do líder governista, Rogério Cafeteira, na sessão desta manhã de quinta-feira (26).

O clima ficou tenso quando a parlamentar acusou o governador de ter “plantado” na revista Carta Capital que sua eleição teria sido comprada por R$ 10 milhões de um recurso repassado para o município de Miranda do Norte e apontou que o atual líder do governo, Rogério Cafeteira, também teria se beneficiado da sinecura.

“Desses dez milhões, deputado Rogerio, inclusive, estas emendas sua. Nesses dez milhões estão inclusos repasses do governo. O repasse para Miranda do Norte do secretário Ricardo Murad foi inferior ao de V.Exa. Inclusive V.Exa. nem votado em Miranda era. Então, eu acho que, em vez de nós fazermos acusações que não têm fundamento e lógica, nós temos que rever e eu digo isso para os deputados que apoiam Flávio Dino”.

Diante do discurso agressivo da deputada ao tentar defender a gestão nebulosa do pai na pasta, o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira, observou que a emenda que destinou ao município, no valor de R$ 800 mil foi assinada por ele e que não dava nem para se comparar o montante que foi enviado pelo pai para bancar a eleição de Andrea.

“Veja bem, o ex-deputado Ricardo Murad tem todas as condições de se defender. Se alguém tem alguma ação contra ele, nunca foi movida por mim e acredito que nem pelo governador Flávio Dino. Foi o Ministério Público, mas ele vai ter o amplo direito de defesa”, pontuou Cafeteira.

Rogério lembrou que a parlamentar havia falado dos convênios de governos anteriores, mas esqueceu Ricardo. “Não é V.Exa. me atacando e fazendo uma insinuação injusta. Em Passagem Franca, por exemplo, eu queria saber o que aconteceu lá, porque em Miranda, desses R$ 10,9 milhões que foram, eu fiz um de R$ 800 mil, o que está longe do montante. Mas veja bem, eu não quero entrar nesses detalhes, mas se V.Exa. quiser vamos lá na lama para brigar. E vou dizer daqui quem foi, como foram feitos os convênios para lá, o valor de cada um e quem indicou. Porque o meu está lá com o meu nome, questionáveis são outros valores infinitamente maiores do que o meu”.

Cafeteira fez a parlamentar ficar “corada” quando advertiu que não queria entrar na polêmica, que pretendia apenas olhar para frente e que possui contra ela grave acusação sobre o uso indevido da secretaria de Saúde para garantir a sua eleição.

“E eu nunca lhe acusei aqui disso, até porque eu quero discutir para frente. Acho que em muitos pontos foram positivas a questão da saúde. O que se questiona hoje, deputada, é o custo disso, é se o preço é justo pelo o que está sendo pago, é só isso. E eu acho aí, particularmente, não sou da área e tenho humildade para reconhecer isso, em minha opinião de leigo, acho que alguns hospitais não foram bem escolhidos os municípios, porque infelizmente, isso aí todo mundo deve concordar, os municípios não estão tendo condições de gerir os hospitais. Essa é a grande verdade”, destacou Cafeteira.

O líder do governo explicou que no início de 2013, foi feito uma promessa do então secretário Ricardo Murad para fazer um repasse para a manutenção desses hospitais de R$ 115 mil por mês. Isso não aconteceu, só foi acontecer já em 2014. “Então, essa estrutura de hospital realmente sofreu muito com isso. Eu acho que pode ter acontecido e isso, mas não sou eu que vou julgar, é o Ministério Público que vai acusar, é a justiça que vai decidir”, observou.

Para finalizar o líder do governo enfatizou que o ex-secretário tenta de encarnar um personagem que não cabe no seu figurino: passar-se por vítima. “O papel de vítima na política é muito bom, é muito confortável, mas não combina com o estilo do ex-deputado Ricardo, tanto que o seu apelido é “trator”, o que não combina com “coitadinho”, concluiu.

Dino diz que pedirá a governadores ‘defesa constitucional’ de Dilma

                      Governador do Maranhão teve encontro com a presidente em Brasília.

                      Ele criticou pedidos de impeachment na web e por ‘vozes de oposição’.

 O governador do Maranhão, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto (Foto: Filipe Matoso / G1)

O governador do Maranhão, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto (Foto: Filipe Matoso / G1)

Filipe Matoso

Do G1, em Brasília

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou nesta quarta-feira (25), após reunião em Brasília com Dilma Rousseff, que procurará os demais governadores do Nordeste para pedir que eles façam a “defesa constitucional” da presidente.

Segundo Dino, “não é razoável” o pedido de impeachment de Dilma “por vozes de oposição” e em redes sociais na internet. De acordo com o governador, a presidente “passou muita calma, muita serenidade” ao abordar o assunto.

“Fiz questão de trazer o tema porque não acho saudável para a democracia no Brasil que a polarização política chegue a um nível em que não seja mais possível o entendimento das forças políticas no Congresso Nacional”, afirmou.

Ele disse ter o “compromisso” de conversar com os demais governadores do Nordeste “para que que estreitemos” a parceria com o governo federal.

“Em primeiro lugar, vou propor que façamos a defesa constitucional dela [Dilma]. Em segundo, a defesa da Petrobras. Em terceiro, a defesa pela preservação de investimentos no Nordeste e a necessidade de procedermos ao ajuste fiscal que os estados têm de participar, preservando, porém, o núcleo das políticas sociais”, completou.

Refinaria

De acordo com o governador, o encontro com Dilma também serviu para apresentar à presidente proposta que será levada à Petrobras para a construção de uma refinaria no município de Bacabeira (MA), estimada em R$ 8 bilhões.

Segundo Dino, uma refinaria, orçada em R$ 20 bilhões, está com as obras paradas no Maranhão, embora a Petrobras, disse, já tenha investido R$ 1,6 bilhão no projeto.

O governador informou que nas próximas semanas procurará o presidente da estatal, Aldemir Bendine, para apresentar projeto alternativo.

O objetivo, disse Dino, é construir uma refinaria “menor”, em Bacabeira, no valor de R$ 8 bilhões. “A construção dessa refinaria não significa desistir da outra, mas é preciso entender que houve um adiamento e que o projeto tem de ser retomado de algum jeito, e um caminho pode ser retomá-lo em menor porte”, afirmou.

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